2º TURNO

Em primeiro ato, Lula cita 'assassinos' da pandemia e Master

Por Caio Spechoto e Ana Julia Lopes | da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Bruno Peres/ Agência Brasil
Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de campanha na Ceilândia
Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de campanha na Ceilândia

Em seu primeiro ato no segundo turno, realizado nesta sexta-feira (9), o presidente Lula (PT) afirmou que o Brasil não será governado pelo fascismo e por "assassinos" da época da pandemia, nem pelo "sócio do Banco Master".

O petista não citou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nominalmente, mas sua campanha tem explorado a relação do rival com Daniel Vorcaro. Áudios mostram o senador pedindo dinheiro ao ex-banqueiro para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro (PL). Flávio diz ser dinheiro privado, e a Polícia Federal investiga se os recursos financiaram a atuação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.

"Esse país não voltará a ser governado pelo fascismo, não voltará a ser governado por aqueles assassinos de milhares de pessoas na Covid-19. Esse país não será governado pelo sócio do Banco Master, pelos parentes do Vorcaro", declarou o petista durante ato em Ceilândia, maior região administrativa do Distrito Federal.

Lula tenta uma virada sem precedentes nas eleições presidenciais. Desde a redemocratização, nunca um candidato que terminou o primeiro turno na segunda colocação conseguiu vencer na etapa final.

No primeiro turno, realizado no domingo (4), o petista obteve 45,2% dos votos válidos, enquanto o adversário alcançou 47%.

Agora, o presidente se prepara para o segundo turno, que ocorrerá em 25 de outubro. Nos primeiros dias após o primeiro turno, a campanha se reuniu para reorganizar a estratégia, que agora focará em uma maior presença nas redes sociais e um discurso mais duro sobre segurança pública e a crise envolvendo o Banco Master e o STF (Supremo Tribunal Federal).

O chefe do Executivo participou do ato em Ceilândia ao lado do candidato ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PT). Ex-presidente do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Grass também disputará o segundo turno.

Em seu discurso, Lula também fez menção à crise do BRB (Banco de Brasília) e ao Banco Master. Destacou que o país não pode ser governado por aqueles que "roubaram R$ 12 bilhões do BRB" e pediu voto para Grass.

O candidato do PT obteve 34,47% dos votos válidos, contra a atual governadora Celina Leão (PP). Como mostrou pesquisa Datafolha divulgada na quinta (8), Celina lidera as intenções de voto para continuar chefiando o Executivo do DF, com 55% das menções ante 37% do petista.

Celina era vice do então governador, Ibaneis Rocha (MDB), quando o BRB tentou comprar o Master. Segundo investigações, o BRB comprou R$ 12,2 bilhões em créditos falsificados do banco de Daniel Vorcaro. O tamanho do prejuízo, no entanto, ainda não foi divulgado.

Durante a campanha, a atual governadora repetiu que não se envolveu com a operação. Porém, diálogos obtidos pela reportagem mostram mensagens em que Vorcaro disse que Celina não ficou de fora da negociação e que se tratava de um "jogo para se preservar na política".

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