PRIMEIRA ALIANÇA

Romeu Zema declara apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno

da Folhapress
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Divulgação/TV Globo
Romeu Zema (PL), candidato derrotado nas eleições desse domingo
Romeu Zema (PL), candidato derrotado nas eleições desse domingo

O candidato à Presidência derrotado no primeiro turno Romeu Zema (Novo) declarou nesta segunda-feira (5) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. O ex-governador de Minas Gerais recebeu 0,27% dos votos, ficando em 5º lugar na disputa.

A declaração já era esperada pela campanha bolsonarista, que agora tem a primeira aliança oficial na corrida presidencial. O apoio, devido à baixa performance de Zema no primeiro turno, é considerado mais simbólico que prático, oferecendo a Flávio a chance de editar uma espécie de "frente ampla" contra Lula.

"O recado que o brasileiro mandou nas urnas foi muito clara: precisamos retirar os intocáveis de Brasília. Com o avanço que a direita que a direita teve no Senado e na Câmara, já tem o número de parlamentares para pedir o impeachment", afirmou Zema.

O ex-governador de Minas Gerais completou, afirmando que no dia 25 a "grande batalha" será "derrotar [o presidente] Lula e o PT". "Não vou me omitir ou ficar em cima do muro neste momento importante. Voto contra o PT, voto em Flávio Bolsonaro", disse.

Zema foi um dos candidatos que mais se engajou na campanha a favor do impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). O ex-governador chegou a lançar uma série de vídeos nas redes chamada "intocáveis", satirizando magistrados.

Durante a campanha, Zema tentou assumir uma postura crítica a Flávio Bolsonaro, visando se apresentar como uma alternativa ao bolsonarismo. O ex-governador de Minas Gerais chegou a classificar, em maio, como "imperdoável" o pedido de dinheiro feito pelo senador ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.

Após as críticas, uma ala forte do Novo fez uma operação abafa contra seu próprio candidato, por causa da aliança do partido com o PL em vários estados. O ex-governador de Minas Gerais conteve as críticas, e isso foi apontado por aliados como um dos motivos para sua desidratação na corrida eleitoral.

O Novo é um dos partidos que se alinhará ao bolsonarismo garantir um presidente do Senado de perfil conservador e afastar ministros do STF. Os primeiros alvos do grupo devem ser os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

O Senado terá, a partir de 2027, ao menos 49 congressistas que defendem o impeachment de ministros do STF, ainda que com ressalvas,. Para aprovar o afastamento de magistrados são necessários 54 votos, ou seja, dois terços das cadeiras da Casa. O Novo elegeu três senadores e oito deputados.

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