A Polícia Federal vai investigar a atuação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) diante de uma denúncia apresentada pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) sobre operações do Banco Master. A determinação partiu do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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A denúncia foi encaminhada à CVM em fevereiro de 2022. Conforme relatório da Transparência Internacional Brasil citado por Dino, a autarquia recebeu informações sobre possíveis irregularidades envolvendo o Grupo Master e não adotou providências.
O documento mencionava possível insuficiência financeira, inconsistências em demonstrações contábeis e suspeitas de manipulação de cotações de fundos abertos. Também foram apontadas a reavaliação de ativos deteriorados mantidos em fundos fechados e a utilização de recursos com cobertura do FGC na aquisição de ativos de baixa liquidez.
Para Dino, o conteúdo da comunicação do FGC não se limitava a possíveis falhas administrativas e incluía suspeitas de irregularidades contábeis.
A CVM tem 72 horas para informar as providências adotadas no caso. A Polícia Federal tem prazo de 60 dias para concluir o relatório das diligências.
Na decisão, Dino também cita indícios de possíveis ilícitos relacionados à atuação de agentes públicos ligados à CVM e à influência de autoridades de alto escalão em processos decisórios da autarquia.
Com informações do SBT News.