Promotoria denuncia suspeito de matar estudante em academia no PR
O suspeito de matar a estudante universitária Thaissa Gabriely de Oliveira Marques, 21, no estacionamento de uma academia em Londrina, foi denunciado nesta segunda-feira (21) pelo Ministério Público do Paraná pelos crimes de feminicídio e tentativa de estupro. Segundo a 14ª Promotoria de Justiça de Londrina, a vítima levou 44 facadas.
Estudante de nutrição na UniFil (Centro Universitário Filadélfia), Thaissa foi morta no dia 11 de setembro no seu local de trabalho. O suspeito, Gabriel de Andrade, 21, foi preso em flagrante e, de acordo com a Polícia Militar, ele admitiu ter cometido o crime.
A denúncia foi oferecida à Justiça Estadua. Caso seja aceita, Gabriel vai virar réu e será julgado em um tribunal do júri -que é responsável por crimes dolosos (quando há intenção) contra a vida no Brasil.
A reportagem enviou mensagem de WhatsApp às 18h16 desta segunda ao escritório Penha & Vainer Advogados Associados, responsável pela defesa do suspeito, mas não teve resposta até a publicação deste texto.
Em manifestação anterior, na sexta-feira (18), o escritório afirmou que o caso deve ser analisado "com responsabilidade, serenidade e, sobretudo, com base no conjunto probatório".
Os advogados também afirmaram na ocasião que existem elementos que precisam ser esclarecidos, como "a suposta confissão" e "aspectos relacionados à condição neurodesenvolvimental" do suspeito.
"A defesa não pretende antecipar conclusões pela imprensa. Seu compromisso é assegurar que todas as circunstâncias sejam investigadas de forma técnica, respeitando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa", continuou a nota.
Segundo a Polícia Civil e a Promotoria de Justiça, a estudante foi morta após uma tentativa de estupro no estacionamento da academia, onde trabalhava. O local ainda seria inaugurado e ela atuava na divulgação do estabelecimento comercial, na distribuição de panfletos e na apresentação do espaço para possíveis clientes.
"Dissimulando o interesse em conhecer as instalações da academia, o autor atraiu a vítima para o interior do estabelecimento e tentou estuprá-la, constrangendo-a mediante violência e grave ameaça, utilizando uma corda e uma faca. A vítima conseguiu se soltar e correr para o estacionamento do local, sendo alcançada pelo denunciado, que a atingiu com diversos golpes de faca", afirmou a Promotoria.
Na denúncia, os promotores afirmam que os fatos de o crime ter sido praticado "com emprego de meio cruel, considerando a multiplicidade de golpes desferidos, a dissimulação e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima" justificam o aumento da pena do feminicídio.