O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (18) que não aceita a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Durante evento sobre segurança pública no Rio de Janeiro, Lula afirmou que houve terrorismo, em sua avaliação, nos atos de 8 de janeiro e no planejamento de assassinatos de autoridades.
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“Eu não aceito a ideia de que as facções bandidas são terroristas, como diz o Trump”, declarou o presidente. Segundo Lula, a tentativa de golpe e o planejamento contra ele, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes configuram “terrorismo de Estado”.
Os Estados Unidos classificaram PCC e CV como organizações terroristas e acusaram o Brasil de falhar no combate às duas facções. No Brasil, os grupos continuam enquadrados como organizações criminosas. O governo brasileiro também rejeitou as acusações de Washington e destacou operações de combate às organizações, além de acordos de inteligência e cooperação com autoridades norte-americanas.
Críticas a Trump
Lula também afirmou que Donald Trump tem interesse em recursos naturais brasileiros, citando petróleo, minerais críticos e terras raras.
“Isso daqui é nosso”, disse o presidente ao defender investimentos em segurança nacional. Ele questionou como o Brasil pretende controlar os 18 mil quilômetros de fronteira sem ampliar os investimentos no setor.
Segurança pública
Durante o evento, Lula afirmou que organizações criminosas e milícias amedrontam moradores de periferias, escolas e bairros. O presidente declarou que, se for reeleito, pretende retomar territórios ocupados por grupos criminosos.
Ele também citou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, em tramitação no Congresso Nacional, que amplia a participação da União na área.
Lula afirmou ainda que pretende criar o Ministério da Segurança Pública para reduzir os índices de violência no país.
Com informações do g1.