O retrato das mortes no trânsito de Campinas em 2025 tem sexo, idade e meio de transporte bastante definidos. Das 142 pessoas que perderam a vida em acidentes nas ruas e rodovias do município, 120 eram homens, enquanto a faixa entre 18 e 29 anos concentrou o maior número de vítimas. Entre os jovens mortos, quase dois em cada três estavam em uma motocicleta.
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Os dados fazem parte do Relatório Anual de Sinistralidade no Trânsito da Emdec. Embora o número total de mortes tenha recuado 5,3% na comparação com 2024, o levantamento detalhado revela quais grupos continuam mais expostos às ocorrências de maior gravidade.
Os homens representaram 84,5% de todas as mortes registradas no ano. Foram 120 vítimas masculinas contra apenas 22 mulheres, que corresponderam a 15,5% do total.
Jovens são a faixa etária mais atingida
Entre as diferentes idades analisadas, o maior número de óbitos ocorreu entre pessoas de 18 a 29 anos. Foram 41 mortes nessa faixa, o equivalente a 28,9% das 142 vítimas registradas durante o ano.
O predomínio masculino também se repete entre os jovens: 35 dos 41 mortos eram homens e apenas seis eram mulheres.
Mas é quando os dados são cruzados com o tipo de veículo que o perfil fica ainda mais evidente. Dos 41 jovens mortos, 26 eram motociclistas ou garupas, uma participação de 63,4%.
Ou seja, mais de seis em cada dez vítimas fatais entre 18 e 29 anos estavam sobre uma motocicleta no momento do acidente.
Metade de todos os mortos estava em motos
O peso das motocicletas não se limita aos mais jovens. Considerando todas as idades, 72 das 142 vítimas eram motociclistas ou garupas, o equivalente a 50,7% das mortes.
Isso significa que, em média, um motociclista ou passageiro de moto morreu a cada cinco dias em Campinas ao longo de 2025.
Os pedestres aparecem como o segundo grupo mais atingido, com 45 mortes, ou 31,7% do total. Outros 20 óbitos foram de ocupantes de diferentes tipos de veículos e cinco envolveram ciclistas.
A soma mostra que motociclistas e pedestres responderam juntos por 117 das 142 mortes, mais de oito em cada dez vítimas registradas no município.
Entre idosos, risco se desloca para os pedestres
O perfil muda quando são observadas as vítimas com 60 anos ou mais.
Nesse grupo, os pedestres aparecem como os mais vulneráveis. Segundo o relatório, 12 vítimas idosas, equivalentes a 66,7% das mortes nessa faixa etária, estavam a pé.
Os números mostram, portanto, duas vulnerabilidades distintas: entre os mais jovens, as motocicletas têm peso predominante; entre os idosos, a maior exposição aparece nos deslocamentos como pedestre.
142 mortes e uma década de vítimas
Campinas terminou 2025 com 142 mortes em 141 sinistros fatais. Foram 74 vítimas em vias urbanas e outras 68 nas rodovias que atravessam o município. Apesar da redução registrada no último ano, 1.388 pessoas morreram no trânsito de Campinas ao longo da última década.
A taxa de mortalidade ficou em 11,95 mortes para cada 100 mil habitantes, recuo de 5,5% em relação ao período anterior.
Dados preliminares de 2026 indicam manutenção da tendência de queda. Até julho, segundo a Emdec, houve redução de 35% nas mortes nas vias urbanas, com 14 óbitos a menos do que no mesmo período de 2025.