ESTELIONATO

TJ-SP aumenta pena de casal condenado por fraude de R$ 1,3 milhão

Por Guilherme Renan | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
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Desembargadores apontaram 'intenso dolo' e consciência da ilegalidade em esquema que, segundo a acusação, usou dados de uma ex-empregada e do filho dela para obter créditos bancários
Desembargadores apontaram 'intenso dolo' e consciência da ilegalidade em esquema que, segundo a acusação, usou dados de uma ex-empregada e do filho dela para obter créditos bancários

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) aumentou as penas de um agropecuarista e de sua mulher, uma médica veterinária, condenados por estelionato e falsidade ideológica em processo envolvendo operações financeiras que somaram mais de R$ 1,3 milhão em Araçatuba.

A 3ª Câmara de Direito Criminal analisou recursos apresentados pelo Ministério Público e pelas defesas e elevou as penas, que eram de 2 anos e 7 meses, para 3 anos e 8 meses de reclusão, além de multa. A decisão foi unânime.

Apesar do aumento das penas, o Tribunal reduziu de 360 para 50 salários mínimos o valor fixado para reparação dos danos às vítimas.

TJ-SP considerou confiança das vítimas

Segundo informações divulgadas pelo TJ-SP, o relator do recurso, desembargador Freddy Lourenço Ruiz Costa, considerou que os depoimentos prestados no processo estavam de acordo com as demais provas e eram suficientes para demonstrar a ocorrência dos crimes e a participação dos réus.

Ao justificar a dosimetria da pena, o magistrado afirmou que houve “intenso dolo e distinta consciência da ilicitude”.

A decisão também considerou a exploração da confiança depositada pelas vítimas nos réus e as circunstâncias em que os crimes foram praticados.

Outro ponto considerado pelos desembargadores foi a utilização de seis documentos com declarações falsas.

Também participaram do julgamento os desembargadores Luiz Antonio Cardoso e Toloza Neto.

Caso envolveu ex-empregada e filho

De acordo com o processo, as acusações envolvem o uso de dados de uma mulher que havia trabalhado como empregada doméstica para a família e de seu filho em operações bancárias.

Segundo a acusação, informações sobre profissão, renda, endereço e patrimônio das vítimas foram inseridas em documentos utilizados para abertura de contas e contratação de empréstimos.

As operações financeiras investigadas somaram mais de R$ 1,3 milhão.

Ainda conforme os autos, as irregularidades vieram à tona após a inadimplência dos contratos e o início dos procedimentos de cobrança pela instituição financeira.

A investigação apontou que as pessoas que apareciam como responsáveis pelas operações teriam tido seus dados utilizados sem pleno conhecimento das transações realizadas.

Mulher também teve pena aumentada

A médica veterinária, mulher do agropecuarista, também havia sido condenada em primeira instância por participação nos crimes.

No julgamento dos recursos, o TJ-SP elevou a pena dela para 3 anos e 8 meses de reclusão, além de multa.

Assim como ocorreu com o marido, o valor estabelecido para reparação dos danos às vítimas foi reduzido de 360 para 50 salários mínimos.

O processo tramita na Justiça Criminal de Araçatuba e envolve episódios de falsidade ideológica e estelionato relacionados às operações bancárias investigadas.

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