A Justiça do Rio de Janeiro decretou novamente a falência da Oi nesta terça-feira (25). A decisão foi tomada após a retomada do julgamento de recursos apresentados por bancos credores contra a falência determinada em novembro de 2025.
A primeira decisão foi tomada pela 7ª Vara Empresarial do Rio, mas ficou suspensa após recursos de instituições como Itaú e Bradesco. Com a suspensão, a Oi voltou a operar sob recuperação judicial.
O julgamento dos recursos foi interrompido em junho, após pedido de vista do desembargador Augusto Alves Moreira Junior, e retomado nesta terça pela Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
Em novembro de 2025, a Justiça reconheceu a insolvência técnica e patrimonial do grupo e determinou a manutenção provisória de serviços considerados essenciais sob gestão judicial.
A crise financeira da Oi começou há quase uma década. A empresa entrou em recuperação judicial pela primeira vez em 2016 e recorreu novamente à Justiça em 2023. Nesse período, vendeu diversos ativos para tentar reduzir as dívidas e manter as operações.
Antes do novo julgamento, a companhia informou dificuldades para continuar funcionando após enfrentar obstáculos na venda de ativos importantes para geração de caixa, como a Oi Soluções e a participação na V.tal.
A empresa também mantém disputa judicial com grandes credores. A Oi acusa fundos ligados à Pimco, SC Lowy e Ashmore de acumularem posições de credores e acionistas e influenciarem a administração da companhia. A Pimco nega ter controlado a empresa e afirma que os direitos questionados estavam previstos no plano de recuperação judicial.
Com informações do Exame.com.