ATAQUE

Entenda para que são usados cães do Senado e o que é cinotecnia

da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Agência Senado | Reprodução
Vitória Valle de Oliveira Pinha, 36, foi atacada por um cão do Senado
Vitória Valle de Oliveira Pinha, 36, foi atacada por um cão do Senado

O Senado Federal usa cães em atividades de segurança que incluem patrulhamento, detecção de drogas, explosivos e armas de fogo e apoio a operações da Polícia Legislativa.

Os animais fazem parte do Serviço de Cinotecnia, criado em 2019 e que ganhou atenção após a médica veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, 36, ser gravemente ferida por um dos animais nesta terça-feira (18), em Brasília.

A cinotecnia é a área dedicada ao treinamento e emprego de cachorros para tarefas específicas. O serviço é ligado à Polícia Legislativa, responsável por fazer a segurança da Casa e da Câmara dos Deputados.

O portal institucional do Senado diz que o serviço é responsável por treinar e comandar os animais em ações de patrulha e policiamento, intervenção em distúrbios civis e operações de busca e apreensão, além da identificação de substâncias ilícitas, explosivos e armas de fogo.

Questionado, o Senado não respondeu quantos cães o serviço tem atualmente, quais raças são utilizadas, como os animais são selecionados e treinados, como funciona a rotina no canil e quais protocolos de segurança são adotados. A instituição também não respondeu se já houve outros episódios envolvendo ataques ou mordidas.

Pinha foi atacada enquanto fazia um atendimento no canil. Informações preliminares da Polícia Civil do Distrito Federal apontam que ela foi mordida por um dos cães de ataque e defesa mantidos no local. A médica-veterinária sofreu graves lesões no pescoço e uma parada cardiorrespiratória antes de ser socorrida.

Funcionária terceirizada de uma empresa que presta atendimento veterinário aos animais, Pinha foi encaminhada ao Hospital de Base do Distrito Federal, onde está internada em estado grave. O resgate teve apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

O animal que a atacou é um pastor-belga-malinois. O Senado disse que o cão está com a vacinação em dia, foi retirado das atividades operacionais e permanecerá em observação, além de passar por exames. A instituição afirma que apura as circunstâncias do episódio.

A Polícia Civil também investiga o caso. O local do ataque passou por perícia, e policiais da 5ª DP (Delegacia de Polícia) fizeram diligências no canil e no Hospital de Base para esclarecer a dinâmica do ocorrido, identificar testemunhas e reunir outros elementos para a apuração.

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