NOVA MISTURA

Gasolina com 32% de etanol chega aos postos neste sábado

Por | da Rede Sampi
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/José Cruz/Agência Brasil
Veículos antigos ou sem calibração específica para concentrações maiores de etanol podem apresentar aumento no consumo, corrosão e desgaste.
Veículos antigos ou sem calibração específica para concentrações maiores de etanol podem apresentar aumento no consumo, corrosão e desgaste.

A gasolina comercializada no Brasil passa a ter 32% de etanol anidro a partir deste sábado (1º). A mistura anterior tinha 30%. A mudança foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em 14 de julho e tem validade inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período.

Leia também: Gasolina terá mais etanol; veja que carros serão afetados

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, veículos antigos ou sem calibração específica para concentrações maiores de etanol podem apresentar aumento no consumo, corrosão e desgaste de componentes do sistema de combustível.

O risco envolve peças como tanque, bomba, mangueiras, bicos injetores, vedações e componentes metálicos. Entre os sinais de possíveis problemas estão dificuldade para dar partida, marcha lenta instável, aumento do consumo, perda de desempenho, falhas na aceleração, cheiro de combustível e luz da injeção acesa.

Para carros antigos ou importados que não são flex, especialistas recomendam verificar a compatibilidade do sistema de combustível durante as revisões. Aditivos podem auxiliar em situações específicas, mas não tornam um veículo incompatível adequado para uma concentração maior de etanol.

A substituição das velas também não elimina os efeitos da nova mistura. Modelos de platina ou irídio podem aumentar a durabilidade da ignição quando são homologados para o motor, mas a troca deve respeitar as especificações do fabricante.

O CNPE afirma que testes em laboratório e em condições reais avaliaram desempenho, consumo, partida a frio, dirigibilidade e emissões. Segundo o órgão, os veículos analisados, inclusive modelos não flex, não apresentaram impactos relevantes com o E32.

A Anfavea defende a realização de testes antes de mudanças na proporção de etanol. Já a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirma que os estudos realizados indicaram viabilidade técnica da mistura e que o setor tem capacidade para atender à demanda adicional.

O Ministério Público Federal entrou com uma ação civil pública no fim de julho para pedir a suspensão do aumento. O órgão argumenta que os testes não foram conclusivos e que os impactos ambientais não foram devidamente considerados.

Com informações do g1.

Comentários

Comentários