INTERIOR DE SP

Vendaval afeta hospitais, suspende aulas e gera caos

Por Marcelo Toledo | da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Redes sociais via G1
Num intervalo de somente 20 minutos, foram registrados 24 mm de chuva, volume classificado pela Defesa Civil de Ribeirão como muito forte.
Num intervalo de somente 20 minutos, foram registrados 24 mm de chuva, volume classificado pela Defesa Civil de Ribeirão como muito forte.

Um vendaval seguido de forte chuva causou destelhamento de imóveis, queda de árvores e interrompeu o fluxo de veículos em algumas das principais vias de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo). As aulas nas escolas da rede municipal foram suspensas e o principal hospital de emergência da região paralisou o recebimento de pacientes na manhã desta sexta-feira (24).

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A tempestade com ventos de pelo menos 70 km/h, registrados na estação do aeroporto Leite Lopes, teve início por volta das 5h30 e, até as 7h, o Corpo de Bombeiros já tinha recebido 130 chamados, a maioria deles ligado à queda de árvores e galhos pelas vias da cidade. Não há até o momento registro de feridos.

Semáforos inoperantes na maior parte da cidade, falta de energia elétrica em algumas regiões devido à queda de galhos e árvores, instabilidade em sistemas de dados de celulares e o uso de gerador para manter um hospital em funcionamento são alguns dos reflexos da tempestade, que a prefeitura associou ao fenômeno climático El Niño.

No Hospital Santa Lydia, uma árvore caiu e bloqueou a rua de acesso à unidade hospitalar, que também foi invadido pela enxurrada. O local está operando com gerador de energia elétrica.

Já a unidade de emergência do HC (Hospital das Clínicas), vinculado à FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto), da USP (Universidade de São Paulo), sofreu interdição temporária para o recebimento de pacientes após ser "fortemente atingida" pelo vendaval, segundo balanço preliminar divulgado pela prefeitura.

Entre as vias com bloqueio para o tráfego de veículos estão a Nove de Julho, a Dom Pedro e a Francisco Junqueira, algumas das principais da cidade, que vive uma manhã de caos no trânsito.

Sem condições de funcionar devido a estragos, ao menos três escolas municipais suspenderam as aulas nesta sexta: Professor Salvador Marturano (Parque Ribeirão Preto), Professor Alfeu Luiz Gasparini (Angerami) e Professora Maria Ignêz Lopes Rossi (Jardim Manoel Penna).

Segundo a Prefeitura de Ribeirão Preto, as condições meteorológicas registradas são compatíveis com o comportamento climático associado ao El Niño, com chuvas irregulares, mas concentradas e de forte intensidade.

Num intervalo de somente 20 minutos, foram registrados 24 mm de chuva, volume classificado pela Defesa Civil de Ribeirão como muito forte. Até a madrugada desta sexta, a cidade tinha registrado somente 1 mm de precipitação pluviométrica em julho.

Equipes da Defesa Civil, da GCM (Guarda Civil Metropolitana), da RP Mobi (trânsito), Corpo de Bombeiros e secretarias municipais estão nas ruas em busca de desobstruir as vias e restabelecer os serviços essenciais.

Na avenida Antônio e Helena Zerrener, a estrutura de um centro de treinamento desabou. Já na avenida Caramuru, a fachada de um estabelecimento comercial desabou.

A Estre Ambiental informou que, em decorrência do temporal as coletas de resíduos domiciliares e seletiva sofrerão atrasos pontuais nesta sexta-feira, pela dificuldade de deslocamento de equipes e dos caminhões da operação pelas vias da cidade.

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