Entrou em vigor nesta quarta-feira (22) a tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte das importações brasileiras. A medida, anunciada pelo governo de Donald Trump, passa a valer para mercadorias importadas ou retiradas de armazéns para consumo a partir desta data.
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O governo americano estabeleceu uma regra de transição para produtos embarcados antes da vigência da tarifa. Nesses casos, a sobretaxa não será aplicada desde que as cargas cheguem aos Estados Unidos até 29 de julho.
Segundo o governo dos EUA, mais de 2,1 mil produtos ficaram de fora da medida para evitar impactos na economia americana e em cadeias de abastecimento. A tarifa de 25% será cobrada além das alíquotas de importação já existentes.
Produtos isentos da sobretaxa
Agropecuária
- Carne bovina (cortes frescos, refrigerados, congelados e processados);
- Café em grão, torrado e solúvel;
- Laranja, suco congelado e suco não congelado;
- Frutas como açaí, banana, abacaxi, goiaba, manga e melão;
- Mel orgânico, peixes e crustáceos.
Mineração e energia
- Petróleo bruto e derivados;
- Ferro-gusa e sucata de aço;
- Hidróxido de alumínio;
- Minério de ferro, nióbio, grafite, caulim e gás natural.
Tecnologia, indústria e saúde
- Aviões, helicópteros, drones, motores e peças para aeronaves;
- Computadores, notebooks, celulares, monitores e semicondutores;
- Vacinas, insulina, antibióticos, plasma e insumos farmacêuticos;
- Fertilizantes, ureia e sulfato de amônio.
Produtos atingidos pela tarifa de 25%
Biocombustíveis e químicos
- Etanol de cana-de-açúcar;
- Outros biocombustíveis;
- Celulose branqueada (exceto categorias isentas).
Indústria pesada
- Aço e alumínio semiacabados;
- Máquinas agrícolas;
- Equipamentos de mineração;
- Transformadores elétricos de grande porte.
Bens de consumo
- Calçados;
- Móveis de madeira;
- Pisos, revestimentos e rochas ornamentais;
- Vestuário, tecidos e peças de roupa.
O governo brasileiro estima que a medida atinja 18% das exportações destinadas aos Estados Unidos, o equivalente a aproximadamente US$ 7,4 bilhões com base nos números de 2024. Segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, o governo prepara ações de apoio aos setores mais afetados e, até o momento, não indicou adoção de medidas de retaliação.
Com informações do Metrópoles.