Padre é nomeado exorcista por 'necessidades espirituais'
A Arquidiocese Metropolitana de Ribeirão Preto (SP) nomeou nesta segunda-feira (20) o padre Kleber Tostes Pedro para a realização de exorcismos na região.
O arcebispo metropolitano de Ribeirão Preto, dom Moacir Silva, nomeou o padre Kleber Tostes Pedro para o ofício de exorcista da arquidiocese. O documento foi assinado em 26 de junho de 2026 e tem validade por tempo indeterminado, até nova determinação da autoridade eclesiástica.
Responsável pelas paróquias Jesus Misericordioso e Santa Edwiges, o padre Kleber Tostes tem 49 anos e foi ordenado em 2003.
Segundo o decreto, a nomeação foi feita em razão das "necessidades espirituais dos fiéis" da arquidiocese e atende às prescrições do Código de Direito Canônico e às normas litúrgicas da Igreja Católica. O documento também cita a "piedade, reta intenção, conhecimento doutrinal, prudência e preparação específica" do sacerdote.
Com a nomeação, o padre passa a ter autorização expressa para celebrar o rito do Exorcismo Maior em favor dos fiéis que necessitarem, desde que siga o Ritual de Exorcismo aprovado pela Santa Sé e atue sob orientação espiritual do arcebispo metropolitano.
No decreto, Dom Moacir Silva recomenda que o ministério seja exercido com "extrema prudência, caridade pastoral e discernimento", em conformidade com as orientações da Igreja sobre o exorcismo. A nomeação consta na Provisão nº 230/2026, emitida pela Cúria Metropolitana de Ribeirão Preto.
"Recomendamos vivamente que exerça este múnus (dever) com extrema prudência, caridade pastoral e discernimento, respeitando as orientações da Igreja sobre o ministério do exorcismo", disse a provisão de nomeação e ofício de exorcista arquidiocesano, assinado pelo arcebispo Dom Moacir Silva e pelo chanceler da Cúria Metropolitana, padre Samuel Matias.
Com a nomeação, a arquidiocese passa a ter um padre expressamente autorizado a desempenhar a função de exorcista. Antes, não havia nenhum sacerdote com essa autorização. A arquidiocese abrange paróquias em 20 municípios do interior paulista.
Retratado em muitos filmes e séries, o exorcismo é, na prática, um rito raro e altamente controlado. A Igreja Católica exige investigação rigorosa caso a caso e, atualmente, atua em colaboração com a ciência. Ou seja, trata-se de um recurso utilizado apenas em último caso, quando há suspeita consistente de possessão demoníaca. O ritual oficial só pode ser realizado por padres autorizados por um bispo e devidamente preparados, seguindo normas específicas da Igreja.