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Mais de 500 migrantes são dados como mortos após 2 naufrágios

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/@crocerossa/X/Imagem ilustrativa
Uma delas, com 250 pessoas, perdeu contato pouco depois da saída. A outra, que levava 280 passageiros, naufragou em 8 de julho na costa de Ayeyarwady.
Uma delas, com 250 pessoas, perdeu contato pouco depois da saída. A outra, que levava 280 passageiros, naufragou em 8 de julho na costa de Ayeyarwady.

Pelo menos 500 pessoas foram dadas como desaparecidas após o naufrágio de duas embarcações que transportavam refugiados rohingyas na costa de Mianmar, no sudeste asiático. O alerta foi divulgado nesta quinta-feira (16) pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) e pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

As embarcações partiram do estado de Rakhine no fim de junho. Uma delas, com 250 pessoas, perdeu contato pouco depois da saída. A outra, que levava 280 passageiros, naufragou em 8 de julho na costa de Ayeyarwady.

Segundo as agências da ONU, a maioria dos passageiros era formada por rohingyas, grupo étnico que enfrenta décadas de perseguição em Mianmar. Parte deles também saiu do campo de refugiados de Cox's Bazar, em Bangladesh, onde vivem cerca de 1 milhão de pessoas.

A ONU informou que as viagens tiveram início fora do período seguro para navegação e destacou que embarcações utilizadas nessas travessias costumam operar acima da capacidade e em condições precárias.

Antes desses dois casos, quase 300 pessoas já haviam morrido ou desaparecido neste ano no Mar de Andamão e na Baía de Bengala. As agências atribuem o aumento das travessias à guerra civil em Mianmar, à redução da ajuda humanitária e à falta de perspectivas para os refugiados.

A OIM e o ACNUR afirmaram que seguem apoiando operações de busca, resgate e proteção de refugiados e migrantes na região.

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