Moraes proíbe visitas de Flávio a Bolsonaro por 90 dias
BRASO ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), proibiu nesta segunda-feira (13) o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de receber visitas do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, durante a prisão domiciliar por até 90 dias.
Leia mais: Em carta, Bolsonaro pede que 'diferenças sejam deixadas de lado'
Em sua decisão, Moraes afirmou que Flávio descumpriu a medida cautelar que veta que Bolsonaro use redes sociais, diretamente ou por terceiro, ao divulgar uma carta do pai no sábado (11). No documento, Bolsonaro afirma que Flávio é seu "porta-voz" e o candidato escolhido para representá-lo politicamente.
"Ressalto, ainda, que a conduta de Flávio Bolsonaro, como instrumento de promoção política de sua pré-candidatura a Presidente da República, com a divulgação de vídeo em rede social e utilização de expressões com carga semântica equivalente a pedido explícito de voto pode configurar propaganda eleitoral antecipada em período vedado pela legislação, devendo ser apurada pelo Ministério Público Eleitoral", diz a decisão.
Bolsonaro está preso há quase um ano. Por quatro meses, ficou em regime fechado, na sede da PF em Brasília e na unidade conhecida como Papudinha. Desde março, está detido em casa, com restrição de visitas. Também está proibido de se manifestar em redes sociais, por ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
A última manifestação pública de Bolsonaro havia ocorrido em março, também por meio de uma carta. Na ocasião, o ex-presidente afirmou lamentar as críticas feitas por nomes da direita à ex-primeira-dama Michelle e a aliados.
Em dezembro, Bolsonaro também escreveu uma carta confirmando a indicação de seu filho mais velho como pré-candidato à Presidência da República em 2026. No texto, o ex-presidente falava em "continuidade" e cita batalhas que estaria enfrentando.