Campinas abriu 7.458 vagas de emprego com carteira assinada nos cinco primeiros meses de 2026 e aparece entre os principais motores do mercado de trabalho formal no estado de São Paulo. O desempenho coloca a cidade na 4ª posição estadual no acumulado de janeiro a maio, atrás apenas de São Paulo, Osasco e Bauru.
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Os dados são da Fundação Seade, com base nas informações do Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. Na prática, Campinas criou uma média de aproximadamente 49 empregos formais por dia no período.
O resultado também foi positivo em maio. No mês, Campinas registrou saldo de 1.218 novas vagas, novamente o 4º maior volume do estado, atrás de São Paulo, com 6.264; Osasco, com 2.837; e Bebedouro, com 1.584. A cidade ficou à frente de polos importantes como Sorocaba, Guarulhos, Bauru e Santos.
No recorte de 12 meses, Campinas acumula 2.964 vagas formais criadas e aparece na 11ª posição estadual. Nesse período, o ranking é liderado por São Paulo, Osasco, Barueri, Guarulhos e Santos.
O desempenho de Campinas ganha relevância dentro de um cenário estadual aquecido. São Paulo criou 215.924 empregos com carteira assinada entre janeiro e maio, o equivalente a quase 1,5 mil vagas por dia. Em maio, foram 18.224 postos formais no estado. Em 12 meses, o saldo paulista chegou a 212.051 vagas.
Com esses números, São Paulo respondeu por 28% de todas as vagas formais criadas no Brasil nos cinco primeiros meses do ano. Em maio, a participação foi de 25%. No acumulado de 12 meses, o estado concentrou 22% do saldo nacional.
O estado também liderou a geração de empregos na região Sudeste, com 58% das vagas criadas entre janeiro e maio. O Sudeste abriu 371.985 postos formais no período, enquanto o Brasil registrou 767.326.
Na região de Campinas, outras cidades também aparecem com desempenho relevante no acumulado de janeiro a maio. Sumaré criou 2.951 vagas, Indaiatuba abriu 2.753, Hortolândia registrou 1.375, Valinhos somou 1.058, Santa Bárbara d’Oeste chegou a 1.052, Cosmópolis abriu 976, Monte Mor registrou 875, Nova Odessa teve 837 e Itatiba somou 1.656.
O levantamento também mostra que São Paulo teve, em maio, o maior salário médio de admissão do país, de R$ 2.673,15. O valor ficou acima da média nacional, de R$ 2.384,10, e também acima de estados como Distrito Federal, Santa Catarina e Rio de Janeiro.
No estado, o setor de serviços foi o que mais abriu vagas em maio, com 15.063 postos. Dentro do segmento, os destaques foram administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com 5.122 vagas; transporte, armazenagem e correio, com 4.380; e informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com 3.556.
A agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura também teve saldo positivo, com 4.553 vagas no mês.