INVESTIGAÇÃO

PF se reúne com famílias de vítimas da Voepass

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Thiago Rovêdo
Famílias das 62 vítimas do voo 2283 serão recebidas pela Polícia Federal para tratar do relatório final do inquérito.
Famílias das 62 vítimas do voo 2283 serão recebidas pela Polícia Federal para tratar do relatório final do inquérito.

Polícia Federal vai receber na próxima terça-feira (30), em Campinas, representantes da associação de familiares das vítimas do voo 2283 da Voepass, que caiu em Vinhedo em agosto de 2024. A reunião deve tratar da preparação e da previsão de entrega do relatório final do inquérito sobre o acidente.

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A queda deixou 62 mortos, entre passageiros e tripulantes, e é considerada uma das maiores tragédias aéreas recentes do país. O encontro com a PF é aguardado pelas famílias como uma etapa importante para o avanço das apurações e para a definição de possíveis responsabilizações.

O advogado que representa 130 parentes das vítimas acompanha a reunião, ao lado de integrantes da associação. O grupo acompanha o caso nas frentes jurídica e institucional desde o acidente.

No encontro, está prevista uma agenda com a imprensa, às 13h30, na sede da Polícia Federal em Campinas, no bairro Botafogo. O advogado deve falar sobre o estágio das investigações, os possíveis desdobramentos do inquérito e a expectativa das famílias em relação à conclusão do caso.

O relatório da Polícia Federal é visto pelos familiares como um passo decisivo para esclarecer as circunstâncias da queda. Na área cível, a maior parte das ações individuais já avançou para acordos com a empresa.

O acidente aconteceu em 9 de agosto de 2024. A aeronave havia saído de Cascavel, no Paraná, com destino a Guarulhos, na Grande São Paulo, quando caiu dentro de um condomínio em Vinhedo, na região de Campinas.

Todas as 62 pessoas a bordo morreram. Apesar da queda em área residencial, não houve feridos entre os moradores do condomínio.

Durante o voo, o avião parou de responder à torre e perdeu contato poucos minutos antes da queda. Não houve pedido de socorro.

O relatório preliminar do Cenipa apontou que a aeronave enfrentava condições favoráveis à formação de gelo em voo. Também foram registrados alertas de perda de velocidade antes da queda, o que indica perda de sustentação. Mesmo assim, a causa do acidente ainda não foi concluída.

A Agência Nacional de Aviação Civil cassou o certificado de operador aéreo da Voepass, empresa que tinha base em Ribeirão Preto. A medida suspendeu as operações da companhia e ocorreu após uma série de questionamentos sobre segurança e procedimentos internos levantados ao longo das investigações do acidente.

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