“Pelo amor de Deus, não morre.” A frase foi dita por um policial militar após balear o eletricista Igor Hyppolito, de 45 anos, autista, durante ocorrência na zona norte de São Paulo. Segundo imagens de câmeras corporais divulgadas pelo Metrópoles, o cabo Cauan Alencar Bastos ainda rezou o Pai-Nosso e demonstrou aparente arrependimento enquanto a vítima recebia atendimento.
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O caso data de 29 de abril, quando uma briga de trânsito envolveu Igor e um motoboy. Os policiais foram acionados e localizaram o eletricista com um facão.
As gravações mostram que, antes mesmo de sair da viatura, o cabo afirmou: “Peraí que eu vou matar ele, eu vou dar tiro”. Em seguida, efetuou disparos. O soldado que o acompanhava também atirou.
Ferido nas costelas, Igor repetiu que não conseguia respirar enquanto era socorrido por uma enfermeira que passava pelo local. Durante a ocorrência, um borracheiro reclamou de um disparo que quase o atingiu e discutiu com o policial.
Em outro momento registrado pelas câmeras, o cabo enviou mensagem de áudio à companheira relatando que havia atirado num homem que agonizava e afirmou que tentava salvar sua vida. Depois, próximo à viatura, orou.
Igor foi encaminhado ao Hospital Geral de Taipas, mas não resistiu. Familiares informaram que ele tinha diagnóstico de autismo, TDAH e epilepsia, e trabalhava como eletricista.
A Secretaria da Segurança Pública informou que os dois policiais foram afastados das atividades nas ruas por determinação judicial. O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), pelo 18º Batalhão da PM e pela Corregedoria da corporação.
Com informações do Metrópoles.