EM JUNDIAÍ

Saiba o que muda na prática com a suspensão de empreendimentos

Por Redação | Prefeitura de Jundiaí
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação / Prefeitura de Jundiaí
Atualmente, Jundiaí possui mais de 29 mil unidades habitacionais entre projetos aprovados, pré-aprovados ou em fase de análise
Atualmente, Jundiaí possui mais de 29 mil unidades habitacionais entre projetos aprovados, pré-aprovados ou em fase de análise

A Prefeitura de Jundiaí publicou o decreto o nº 36.360, de 11 de junho de 2026, na última quinta-feira (11), que suspende, por 180 dias, a aprovação de novos empreendimentos imobiliários no município. A medida atende a uma recomendação do Ministério Público e tem como objetivo avaliar a capacidade da infraestrutura da cidade para acompanhar o crescimento urbano.

Quem comprou apartamento na planta corre risco de não receber o imóvel?

Não. Os empreendimentos que já foram aprovados, que estão em construção ou que já possuem autorização para serem executados seguirão normalmente. O decreto não paralisa obras em andamento.

O que acontece com os empreendimentos já aprovados?

Eles continuam seguindo seu cronograma normalmente. Atualmente, Jundiaí possui mais de 29 mil unidades habitacionais entre projetos aprovados, pré-aprovados ou em fase de análise, que não são impactados pela medida.

Então o que muda com o decreto?

Durante os próximos 180 dias, a prefeitura não fará novas aprovações de empreendimentos imobiliários. A medida vale apenas para novos pedidos que ainda dependeriam de aprovação municipal.

Por que a decisão foi tomada?

O objetivo é avaliar os impactos do crescimento urbano sobre áreas como trânsito, transporte, saneamento, saúde, educação, segurança e demais serviços públicos, garantindo que a cidade continue crescendo de forma organizada e sustentável.

O decreto coloca em risco empregos e investimentos da construção civil?

Não. O decreto não interrompe obras em andamento nem afeta os milhares de imóveis que já possuem aprovação para serem construídos. A medida tem caráter temporário e vale apenas para novos pedidos de aprovação durante os próximos 180 dias. Por isso, os investimentos, os canteiros de obras e os empregos vinculados aos empreendimentos já autorizados seguem normalmente.

O que será feito nesses 180 dias?

A prefeitura abrirá diálogo com representantes da construção civil, empreendedores, entidades técnicas e especialistas para discutir alternativas de planejamento urbano. O período também será utilizado para aprofundar estudos técnicos e revisar instrumentos de planejamento já existentes.

Entre as principais medidas em estudo estão:

  • Ordenamento do território: levantamento das demandas e início das discussões para revisão do Plano Diretor, estabelecido pela Lei nº 9.321/2019 e alterado pela Lei nº 10.177/2024;
  • Lei de Contrapartidas para Loteamentos: revisão da legislação atual para incluir contrapartidas urbanísticas também para loteamentos, fortalecendo a relação entre crescimento urbano e infraestrutura pública;
  • Leis de Interesse Social (HIS): revisão da legislação vigente com base nos fundamentos técnicos e no julgamento de inconstitucionalidade da Lei nº 9.806/2022 pelo Ministério Público;
  • Leis Ambientais: revisão da Lei de Congelamento da Serra do Japi (Lei nº 518/2012), início das discussões sobre a revisão da Lei nº 417/2004, fortalecimento do licenciamento ambiental municipal e elaboração do Plano Municipal de Adequação Climática;
  • Leis de incentivos para a região central: medidas voltadas à requalificação do Centro, com foco na revitalização e conservação de fachadas, incentivo à gastronomia, comércio, habitação, mobilidade, acessibilidade e arborização urbana;
  • Revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico: desde março, está em andamento a revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), instrumento que orienta o planejamento dos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e drenagem urbana. A atualização busca preparar a cidade para o crescimento dos próximos anos, com diagnósticos atualizados, definição de metas e planejamento de longo prazo.

“O que estamos fazendo é organizar o crescimento da cidade. Não estamos interrompendo obras nem cancelando projetos já aprovados. Estamos abrindo um período de diálogo e avaliação para que Jundiaí continue avançando de forma responsável e sustentável”, reforça o prefeito Gustavo Martinelli.

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