RIO TIETÊ EM ALERTA

Praias da região terão alerta por satélite contra avanço de algas

Por Wesley Pedrosa | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Agência SP
Sistema da Cetesb vai monitorar áreas de lazer em Promissão, Sales, Sabino, Ubarana e outras cidades banhadas pelo Rio Tietê
Sistema da Cetesb vai monitorar áreas de lazer em Promissão, Sales, Sabino, Ubarana e outras cidades banhadas pelo Rio Tietê

Frequentadores das praias de água doce da região noroeste paulista passarão a contar com um novo sistema de monitoramento ambiental para acompanhar as condições das águas antes de atividades de lazer e turismo. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) anunciou a implantação de uma tecnologia que utiliza imagens de satélite e inteligência artificial para identificar focos de proliferação de algas nos reservatórios do Rio Tietê.

A iniciativa integra as ações do Programa IntegraTietê e será implantada inicialmente em oito praias públicas distribuídas pelos reservatórios de Barra Bonita, Ibitinga e Promissão. Na região, o monitoramento abrangerá as praias localizadas nos municípios de Mendonça, Sales, Ubarana e Sabino, além de outras áreas de lazer ao longo do rio.

Os dados serão atualizados semanalmente e disponibilizados em uma plataforma aberta ao público. O objetivo é detectar rapidamente a formação da chamada "nata verde", fenômeno causado pelo crescimento excessivo de algas e cianobactérias, que pode comprometer a qualidade da água e trazer impactos ambientais.

A medida ganha ainda mais importância após os problemas registrados em maio deste ano em municípios da região noroeste paulista. Entre Glicério e Penápolis, moradores relataram a formação de extensos tapetes verdes nos afluentes do Rio Tietê em maio desse ano. O avanço das algas afetou a vida aquática e gerou preocupação entre pescadores, comerciantes e moradores que dependem do rio para atividades econômicas e recreativas.

De acordo com a Cetesb, o novo sistema funcionará como complemento ao monitoramento já realizado em campo, ampliando a capacidade de observação dos reservatórios. O projeto é desenvolvido em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e utiliza imagens dos satélites Sentinel-2 e Sentinel-3 analisadas por modelos de inteligência artificial.

A expectativa é que a tecnologia permita respostas mais rápidas diante de alterações ambientais, auxiliando os municípios na gestão das praias e oferecendo mais segurança para turistas e moradores que utilizam os espaços para banho, pesca e lazer.

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