TERCEIRIZADA

PF investiga suspeita de corrupção em contratos do Recife

Por Josué Seixas | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/Polícia Federal
Polícia Federal suspeita de pagamentos indevidos a agentes públicos do alto escalão
Polícia Federal suspeita de pagamentos indevidos a agentes públicos do alto escalão

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (2) uma operação para investigar um suposto esquema de corrupção, desvio de recursos públicos e fraudes em licitações envolvendo contratos firmados entre a Prefeitura do Recife e uma empresa prestadora de serviços terceirizados. A ação contou com apoio da CGU (Controladoria-Geral da União).

Segundo a investigação, uma empresa contratada pelo município teria pago vantagem indevida a um agente público do alto escalão da administração municipal. Os indícios surgiram durante a Operação Firenze, quando foram apreendidos canhotos de cheques que, segundo os investigadores, apontam para os pagamentos.

Os fatos investigados estão relacionados a contratos de terceirização de mão de obra executados em 2020. Naquele ano, conforme o inquérito, a Prefeitura do Recife repassou cerca de R$ 25,8 milhões à empresa sob investigação. Desse montante, aproximadamente R$ 17 milhões tiveram origem em recursos federais.

Em nota, a prefeitura afirmou que não é alvo da Operação Check-in e que a investigação trata de contratos relacionados a uma empresa terceirizada que atuou em contratos celebrados em 2020 no âmbito municipal. O município informou ainda que permanece à disposição das instituições e dos órgãos de controle para colaborar com as investigações.

A prefeitura à época era ocupada por Geraldo Julio (PSB), cuja defesa não foi identificada pela reportagem no início da tarde desta terça-feira.

De acordo com a Polícia Federal, a empresa também manteve contratos com o município em anos anteriores, circunstância que levou os investigadores a considerar a possibilidade de que o prejuízo aos cofres públicos seja superior aos valores inicialmente identificados.

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho. Participam da operação 32 policiais federais e dois auditores da CGU.

Os investigados poderão responder por corrupção ativa e passiva, organização criminosa, fraude em licitação ou contrato e lavagem de capitais.

Segundo a PF, a operação se chama Check-in e faz referência aos talonários e canhotos de cheques que embasam parte das suspeitas apuradas no caso.

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