JUSTIÇA

'Não sou bandido', diz MC Ryan ao deixar presídio de Mirandópolis

Por Jorge Abreu | da Folhapress
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Reprodução
O funkeiro Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan SP, foi solto
O funkeiro Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan SP, foi solto

O funkeiro Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan SP, foi solto, nesta quinta-feira (14), após decisão da Justiça Federal que concedeu habeas corpus e substituiu a prisão por medidas cautelares. Nas redes sociais, ele comemorou a soltura e, mais uma vez, negou envolvimento com crimes.

"Não sou bandido, não sou faccionado, só quero cuidar da minha família e cantar funk", disse ele, em postagem nas redes sociais. "Ontem estava em uma cela, chorando, com saudade da minha família, de fazer show, e com saudades dos meus fãs."

O artista estava preso preventivamente desde o dia 15 de abril, por suspeita de envolvimento em um suposto esquema sob investigação da PF (Polícia Federal). O grupo liderado por Ryan, segundo a investigação, é apontado como responsável pela lavagem de R$ 1,6 bilhão ligado a apostas e rifas ilegais.

MC Ryan foi recebido pela sua mulher, Giovana Roque, e o advogado Felipe Cassimiro. Ele estava preso na Penitenciária 2 de Mirandópolis, no interior de São Paulo, após ter sido transferido, no dia 1º de maio, do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Belém, zona leste da capital.

Após a saída, o cantou pegou um jatinho em direção a São Paulo, onde mora com a família e fez mais postagens sobre a saudade da filha: "Hoje acho que é um dos dias mais felizes, estou a 5 minutos da minha casa e prestes a abraçar a minha gordinha", escreveu.

A decisão judicial também beneficiou outros investigados pela Operação Narco Fluxo, da PF.

Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, o MC Poze do Rodo, deixou o Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, nesta quinta. O cantor carioca foi recebido por familiares, amigos e fãs na porta da unidade prisional.

Poze, Ryan e outros investigados, como os influenciadores Chrys Dias, Débora Paixão e Diogo 305, além de Raphael Sousa Oliveira, da página Choquei, e o empresário Rodrigo de Paula Morgado, não poderão deixar suas cidades de residência por mais de cinco dias sem autorização.

Na decisão, a Justiça considerou desproporcional a manutenção das prisões preventivas diante da demora para o oferecimento de denúncia formal pelo Ministério Público.

Segundo o Judiciário, as medidas cautelares seriam suficientes para garantir o andamento das investigações "preservando o princípio da presunção de inocência enquanto as perícias tecnológicas prosseguem".

Entre as medidas impostas estão a entrega do passaporte, a proibição de deixar o país sem autorização judicial, a obrigação de informar endereço atualizado à Justiça e comparecimento mensal em juízo.

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