A Unicamp informou que uma nova rodada de negociação entre o Cruesp e as entidades sindicais será realizada nesta quinta-feira, 14 de maio, em São Paulo. O encontro ocorre em meio à mobilização de trabalhadores e estudantes da Universidade, que realizaram protesto nesta terça-feira e afetaram acessos ao distrito de Barão Geraldo, em Campinas.
- Clique aqui para fazer parte da comunidade da Sampi Campinas no WhatsApp e receber notícias em primeira mão.
Em nota, a Reitoria afirmou que as conversas com as lideranças do Fórum das Seis seguem em andamento e reforçou o compromisso com o diálogo. A Universidade também informou que as atividades essenciais transcorrem normalmente.
“A Reitoria da Unicamp informa que as negociações com as lideranças do Fórum das Seis seguem em curso, reafirmando o compromisso da Universidade com o diálogo transparente e construtivo”, diz a nota.
Segundo a instituição, o novo encontro reunirá representantes do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) e das entidades sindicais. A Reitoria afirmou ainda que continuará empenhada no processo de negociação, com o objetivo de buscar um desfecho que preserve as atividades acadêmicas e a comunidade universitária.
A manifestação de estudantes e trabalhadores da Unicamp afetou, por quase toda a manhã desta terça-feira, dois importantes acessos a Barão Geraldo. Além da região da Avenida Guilherme Campos, próxima às marginais da Rodovia D. Pedro I, o ato também provocou reflexos na entrada pela Rodovia Zeferino Vaz, no trecho conhecido como Tapetão.
Os bloqueios atingiram motoristas que seguiam para o campus da Unicamp, para outras universidades da região e para a área da saúde, incluindo o Hospital de Clínicas e o Hemocentro.
A mobilização ocorre após trabalhadores da Unicamp aprovarem greve com apoio do STU, o Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp. A categoria protesta contra o índice de reajuste de 3,47% apresentado pelo Cruesp.
Segundo o sindicato, o percentual não recompõe integralmente as perdas inflacionárias e fica distante da reivindicação de 15,97% defendida pelo Fórum das Seis, que reúne entidades representativas das universidades estaduais paulistas.
Os estudantes também participam do movimento após assembleia geral que aprovou indicativo de greve. Segundo o Diretório Central de Estudantes (DCE), o encontro reuniu mais de mil alunos, além de trabalhadores da Universidade.
Entre as reivindicações estudantis estão a reforma e ampliação da moradia estudantil, a construção de moradia no campus de Limeira, contratação de docentes, melhorias no atendimento a casos de assédio e críticas ao processo de autarquização da saúde.