Um médico de 27 anos afirma que foi internado sem consentimento em uma clínica de reabilitação em Teresina (PI), onde permaneceu por cerca de 40 dias sem contato externo. Segundo ele e a defesa, a internação veio depois que ele revelou aos pais que é gay.
De acordo com a defesa, o médico foi imobilizado por funcionários da clínica dentro da casa dos pais e levado em uma ambulância. Durante o período internado, ele relata que teve documentos e celular retidos, recebeu medicação sem autorização e passou por avaliação psiquiátrica dias depois, que o classificou como dependente químico, sem exame toxicológico.
A defesa afirma que tentou habeas corpus e, depois, foi até a clínica com a polícia, onde houve resistência para acesso ao paciente. O caso foi levado à delegacia, e um delegado avaliou inicialmente que a internação poderia se enquadrar na lei, entendimento contestado pela advogada.
O médico deixou a delegacia sem restrições. Após repercussão, os pais solicitaram o fim da internação e devolveram os pertences. Ministério Público, CRM, Polícia Civil e a clínica não se manifestaram até a publicação desta matéria.
Com informações do Metrópoles.