PESO NO ORÇAMENTO

PF passa de R$ 30 e almoçar fora já custa mais de R$ 600/mês

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/contec.org.br
uma refeição simples, presente na rotina de milhões de brasileiros, já se aproxima de R$ 30 em diversos mercados pesquisados.
uma refeição simples, presente na rotina de milhões de brasileiros, já se aproxima de R$ 30 em diversos mercados pesquisados.

Levantamento da Faculdade do Comércio de São Paulo indica que o preço médio do prato feito no Brasil ficou em cerca de R$ 30,27 no fim do primeiro trimestre, valor que impacta diretamente o orçamento de quem se alimenta fora de casa.

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Considerando 22 dias úteis no mês, o custo para almoçar diariamente fora pode chegar a R$ 665,94, com base no preço médio nacional.

O estudo foi realizado pelo Núcleo de Estudos Econômicos da instituição, em parceria com associações comerciais, por meio do Índice Prato Feito (IPF), que acompanha o custo da alimentação fora do domicílio com coleta direta de preços em estabelecimentos.

Em março, além da média de R$ 30,27, a mediana foi de R$ 28,99 — indicador que reduz distorções causadas por valores extremos e oferece visão mais equilibrada do cenário.

Segundo o economista Rodrigo Simões Galvão, responsável técnico pelo índice, os dados ainda exigem cautela, mas já indicam uma tendência relevante. “O Índice Prato Feito ainda está em fase de amadurecimento metodológico e ampliação da amostra. Por isso, neste momento, ainda não tratamos o resultado como inflação oficial do prato feito, mas como um termômetro complementar do custo da alimentação fora do domicílio. O que os dados mostram é que uma refeição simples, presente na rotina de milhões de brasileiros, já se aproxima de R$ 30 em diversos mercados pesquisados.”

O levantamento também destaca que o preço da refeição não depende apenas dos alimentos. Custos com mão de obra, energia elétrica, aluguel, transporte, embalagens, tributos, logística e margens operacionais influenciam o valor final. Assim, mesmo com eventuais quedas em itens alimentícios, o preço ao consumidor pode permanecer elevado.

A Faculdade do Comércio reforça que o IPF não substitui o IPCA, indicador oficial de inflação no país.

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