POLÍTICA

'O ciclo do PT está chegando ao fim', diz Tarcísio sobre Messias

Por Bruno Ribeiro | da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Paulo Guereta/Governo Estado SP
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse nesta quinta-feira (30) que a rejeição à indicação de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal) "escancara a fragilidade do governo" Lula (PT) e que "o ciclo do PT está chegando ao fim".

Em uma entrevista coletiva em Santos, no litoral de São Paulo, ele repercutiu a vitória da oposição no Senado dizendo que a derrota era "muito ruim para o PT".

"A derrota do governo é reveladora. A gente não está falando da reprovação de um nome, a gente está falando da reprovação de um governo. Essa derrota escancara a fragilidade do governo que não teve condição de articular, não teve condição de aprovar um nome para o Supremo Tribunal Federal", disse Tarcísio, destacando que "a última reprovação foi no governo Floriano Peixoto".

"É um sinal de fragilidade, de que o Congresso enxergou que esse governo não tem mais nada para oferecer, não consegue conduzir um projeto estruturante para o Brasil, é um sinal de final dos tempos, de encerramento de um ciclo. O ciclo do PT está chegando ao fim", complementou.

Tarcísio defendeu a atuação do Senado ao rejeitar a indicação feita pelo presidente Lula. "O Congresso age dentro de sua competência, daquilo que se espera de um sistema de freios e contrapesos. O Congresso não simplesmente chancela um nome que veio da Presidência da República. O Congresso tem o poder de aprovar ou rejeitar e o Congresso usou esse poder", afirmou.

Segundo ele, a partir do momento em que o presidente não consegue fazer um ministro do Supremo, fica claro que não há mais força, "e o Congresso, que é um grande termômetro político, sentiu para onde o vento está soprando".

"Então, deu o recado: 'Olha, a gente não quer mais isso aí, a gente precisa de um projeto estruturante, não são vocês que vão ter mais condição de oferecer as reformas, as soluções que o Brasil merece e precisa.'"

Tarcísio foi a Santos para a entrega de 60 moradias de um programa habitacional do Estado feita em parceria com a prefeitura e o governo federal. Ao tratar de outra parceria com o governo Lula na região, o túnel Santos-Guarujá, destacou que sua gestão está alocando mais recursos no projeto do que o governo federal.

"Só deixando claro uma coisa: se fala muito que o túnel é 50%, 50%. A gente tem que desmentir, não é isso. Quando você pega a composição do túnel, você tem aporte e tem contraprestação. O governo federal resolveu participar do aporte", disse Tarcísio.

Ele afirmou que "100% da contraprestação cabe ao governo do estado de São Paulo" e que "ajuda do governo federal sempre será bem-vinda".

No fim de sua fala, contudo, Tarcísio disse que conversou com Lula e que ambos concordaram em fazer a obra pensando nos cidadãos. "A gente dizia para o presidente, e ele concordou, que a gente precisa olhar para o cidadão", afirmou Tarcísio. "Não é disputar paternidade de obra, é fazer ela acontecer."

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