REGRA PARA IA

Uso de IA agora tem regras na Unicamp; veja o que muda

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Unicamp
Universidade cria normas para uso de inteligência artificial em atividades acadêmicas e administrativas.
Universidade cria normas para uso de inteligência artificial em atividades acadêmicas e administrativas.

A Unicamp estabeleceu um conjunto de diretrizes para disciplinar o uso da inteligência artificial generativa (IAG) em suas atividades acadêmicas e administrativas. A medida define parâmetros, responsabilidades e princípios éticos que deverão ser seguidos por estudantes, docentes e servidores.

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A regulamentação foi estruturada em uma deliberação com nove artigos e reforça que a IA deve ser tratada como ferramenta, com o controle sempre nas mãos do usuário humano. “Um dos pontos principais é lembrar que IAG é uma ferramenta, e o ser humano é quem está no controle”, destacou o diretor da Diretoria Executiva de Tecnologia da Informação e Comunicação (Detic), Ricardo Dahab.

Entre as principais exigências está a obrigatoriedade de transparência no uso da tecnologia. Segundo o coordenador do Centro de Referência em Tecnologias de IA (CrefIA), Leonardo Tomazeli, será necessário informar quando e como a IA foi utilizada na produção de conteúdos. “É preciso deixar claro que usou e como usou”, afirmou.

A norma também enfatiza o uso responsável da tecnologia, com atenção especial para questões éticas, como vieses discriminatórios, proteção de dados pessoais, confidencialidade e respeito aos direitos humanos. Além disso, o documento prevê que os usuários serão responsabilizados pelo conteúdo gerado com apoio da IA.

Para apoiar a implementação das regras, a universidade disponibilizará, a partir de 18 de junho, um portal com orientações sobre o uso da IA nas áreas de ensino, pesquisa, extensão e administração. A plataforma também contará com um observatório dedicado a discutir os impactos da tecnologia na educação e na sociedade.

O CrefIA seguirá como estrutura de apoio à comunidade acadêmica, atuando em frentes como capacitação, governança, infraestrutura e aplicação da inteligência artificial nos processos institucionais.

A discussão sobre o tema deve avançar dentro da universidade. Há a proposta de criação de um conselho específico para analisar os impactos mais amplos da IA no ambiente acadêmico, iniciativa debatida no Conselho Universitário (Consu).

Com a nova regulamentação, a Unicamp busca equilibrar inovação tecnológica com responsabilidade e integridade acadêmica, em um cenário de crescente uso de ferramentas de inteligência artificial.

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