As Forças Armadas dos Estados Unidos deram início, às 10h (horário de Washington) desta segunda-feira (13), ao bloqueio naval contra portos iranianos e a um cerco parcial ao Estreito de Ormuz. A medida atinge uma das principais rotas globais de petróleo e fertilizantes, elevando a tensão militar na região.
O governo do Irã classifica a ação como ilegal e um ato de pirataria. Teerã afirma que nenhum porto do Golfo Pérsico terá segurança garantida caso o tráfego de suas embarcações sofra impedimentos. O bloqueio ocorre após o fracasso das negociações em Islamabad, no Paquistão, durante o último fim de semana. Segundo o vice-presidente dos EUA, JD Vance, o impasse central reside na recusa iraniana em abandonar ambições nucleares.
Diante da crise, líderes europeus se mobilizam. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o presidente francês, Emmanuel Macron, convocaram uma cúpula de emergência para esta semana. O objetivo é discutir a reabertura incondicional do estreito e a segurança da navegação internacional.
Enquanto isso, mediadores paquistaneses tentam retomar o diálogo entre Washington e Teerã antes que o cessar-fogo atual expire na próxima semana. Especialistas avaliam que a estratégia americana visa aumentar o custo econômico para o Irã, forçando o país a aceitar os termos propostos pelos Estados Unidos.
Com informações do CBS News e AFP