Douglas Renato Scheefer Zwak, de 39 anos, morto por um Guarda Civil Metropolitano (GCM) na noite de sexta-feira (10), em Moema, zona sul de São Paulo, fazia entregas com bicicleta elétrica para complementar a renda e comprar um presente para a filha de 10 anos, segundo familiares.
De acordo com a viúva, ele conciliava o emprego formal durante o dia com entregas à noite. Na última conversa entre os dois, via chamada de vídeo, ele informou que retornava para casa após o trabalho.
Segundo o boletim de ocorrência, a viatura da GCM patrulhava a região para apurar furtos de celulares atribuídos a ciclistas. Os agentes relataram ter visto um homem encapuzado em bicicleta elétrica, enquanto duas mulheres pareciam se afastar.
Durante a abordagem, os guardas emparelharam a viatura e abriram a porta do veículo em movimento, o que derrubou Douglas. Nesse momento, o agente Reginaldo Alves Feitosa efetuou um disparo, descrito como acidental, que atingiu as costas da vítima. Douglas não estava armado, e não houve confirmação de posse de objeto ilícito.
Inicialmente, a equipe informou que se tratava de acidente seguido de mal súbito. A família afirma que soube do caso por reportagens, após procurar por ele em hospitais e delegacias.
O guarda já havia sido preso em 2003 por tentativa de homicídio e investigado, em 2009, por constrangimento ilegal, abuso de autoridade e discriminação contra pessoa idosa. Os casos foram arquivados. Já Douglas não tinha antecedentes criminais.
A Secretaria de Segurança Pública informou que o caso foi registrado como homicídio culposo e que o agente foi liberado após pagamento de fiança de R$ 2 mil. A Secretaria Municipal de Segurança Urbana comunicou seu afastamento e a abertura de processo administrativo.
A informação foi divulgada pelo SBT News.