PRESSÃO NO ORÇAMENTO

Fim da escala 6x1 pode elevar preços em 6,2%, aponta estudo

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/ Feliphe Schiarolli/Unsplash
Segundo a análise, ao trabalhar menos horas e receber o mesmo salário, o custo por hora aumenta.
Segundo a análise, ao trabalhar menos horas e receber o mesmo salário, o custo por hora aumenta.

Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, com manutenção dos salários, pode provocar aumento médio de 6,2% nos preços ao consumidor.

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Segundo a análise, ao trabalhar menos horas e receber o mesmo salário, o custo por hora aumenta. Para manter a produção, as empresas teriam de contratar mais funcionários ou reorganizar as equipes. Esse movimento eleva os custos e tende a ser repassado aos preços.

O impacto varia conforme o setor. A indústria registra a maior queda estimada nas horas trabalhadas, de 4,34%, seguida por comércio (4,03%), serviços (2,44%), construção (2,04%) e agropecuária (1,70%).

No bolso do consumidor, os reflexos aparecem em diferentes áreas. Compras em supermercados podem ficar 5,7% mais caras. Alimentação fora de casa tende a subir cerca de 6,2%. Roupas e calçados podem ter alta de 6,6%. Serviços como manicure, cabeleireiro e pintura residencial podem aumentar em torno de 6,5%. A conta de internet pode subir 7,2%.

O estudo também aponta que os serviços, por dependerem mais de mão de obra, concentram os maiores reajustes, com alta média de 6,5%. Produtos industrializados sobem cerca de 6%, enquanto itens agropecuários registram aumento de 4%.

Para chegar aos resultados, a CNI utilizou um modelo econômico que simula como empresas e consumidores reagem a mudanças nos custos. Foram considerados dados do IBGE, da RAIS e da Pnad Contínua para estimar o impacto nos diferentes setores da economia.

A entidade destaca que o aumento virá depois que as empresas ajustarem contratações, comprarem insumos com novos preços e redefinirem seus valores de venda.

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