'LADEIRA ABAIXO'

Após infarto, ex-produtor sai da Globo e detona emissora

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/@martafabricio/Instagram
“Torço, de coração com seis stents, por uma governança mais humana e vanguardista', escreveu o jornalista.
“Torço, de coração com seis stents, por uma governança mais humana e vanguardista', escreveu o jornalista.

O ex-produtor da TV Globo, Fabricio Marta, fez críticas públicas à emissora após pedir demissão. Promovido no início do ano ao cargo de chefe dos produtores, ele usou as redes sociais para relatar insatisfação com a gestão e as condições de trabalho.

Em uma das publicações, escreveu: “O publicável foi dito conscientemente. Antes de chegar à Globo, em 2006, eu já havia trabalhado no JB (onde tive a sorte de ser estagiário e contratado); em O Globo e em O Dia – onde aprendi o que era jornalismo. Todos os lugares têm defeitos”.

Ele também afirmou: “Estou há meses tentando consertar um vazamento em casa. A diferença está no empenho, no desejo, na exposição pública honrar os que mais precisam – aqueles que fazem a roda girar. Sem milho, não tem pipoca. Sem jornalistas remunerados, não há redação de qualidade”.

Em outro trecho, declarou: “Torço, de coração com seis stents, por uma governança mais humana e vanguardista – capaz de mover cada um de vocês desse brejo com água parada para o lugar que, de fato, mereçam ocupar”.

Fabricio voltou a criticar a empresa ao escrever: “É tanta ladeira abaixo na Globo que, vez ou outra, sou visitado por pesadelos que, felizmente, já não me pertencem. Além de não incentivar, a Globo não custeia mais a participação de jovens produtores no Congresso de Jornalismo Investigativo da Abraji”.

Ele acrescentou: “A cada edição vindoura, rosários e mais rosários eram desfiados diante na minha ex-mesa: o chefe de redação que não podia nada pelos 23 produtores. Não conseguíamos passagens de ônibus; área (hahhahhaha); hospedagem também não. Os que conseguissem se bancar no estilo largados e pelados, ganhavam um vale-podrão e um Uber, acho”.

Ao final, afirmou: “Estamos falando do terceiro conglomerado de comunicação do planeta. Cafonice define”.

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