TEMPORÁRIA

Moraes concede prisão domiciliar a Bolsonaro

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/Carlos Bolsonaro./X
Na decisão, Moraes afirma que o ambiente domiciliar é o mais adequado para a recuperação.
Na decisão, Moraes afirma que o ambiente domiciliar é o mais adequado para a recuperação.

Nesta terça-feira (24), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra prisão domiciliar por 90 dias para tratamento de broncopneumonia. O prazo começa a contar a partir da alta hospitalar. A decisão acolhe parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), favorável à flexibilização em razão do quadro de saúde.

Na decisão, Moraes afirma que o ambiente domiciliar é o mais adequado para a recuperação, considerando que a melhora completa de pneumonia bilateral pode levar de 45 a 90 dias. Após o período, o ministro reavaliará a necessidade de manutenção da medida.

Bolsonaro deverá usar tornozeleira eletrônica e está proibido de utilizar celulares, smartphones, redes sociais ou qualquer meio de comunicação, inclusive por intermédio de terceiros. Também não poderá gravar vídeos ou áudios.

Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro estava detido na Papudinha, em Brasília. No dia 13 de março, deixou a unidade após apresentar broncopneumonia e ser internado em hospital particular da capital, onde permanece estável. Boletim médico informa evolução favorável e indica possibilidade de alta nas próximas horas, caso o quadro continue satisfatório.

Desde a prisão, o ex-presidente passou por outros atendimentos médicos. Em setembro do ano passado, apresentou vômitos, tontura e queda de pressão. Em janeiro deste ano, foi internado após passar mal e bater a cabeça na cela. Naquele mês, foi transferido para a Papudinha, unidade com suporte médico permanente.

Bolsonaro foi preso preventivamente em 22 de novembro, após violar regras da tornozeleira enquanto estava em prisão domiciliar. Três dias depois, Moraes determinou o início do cumprimento da pena. Em 15 de janeiro, autorizou a transferência para sala de Estado-Maior no Complexo da Papuda. No início de março, o ministro negou novo pedido de domiciliar por entender que não estavam preenchidos os requisitos.

Com informações do g1.

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