A ONG feminista Matria ingressou com ação civil pública contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) por ter chamado críticos de “transfóbicos e imbeCIS”, “esgoto da sociedade” e afirmado que “podem latir” após ser eleita presidente da Comissão da Mulher da Câmara. O sufixo "cis", destacado no texto de Hilton, se refere a todos que se identificam com o gênero com o qual nasceram.
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As declarações foram feitas no último dia 11, na rede social X, depois da eleição da parlamentar para o comando do colegiado — primeira vez que uma pessoa trans ocupa o cargo.
Na ação, protocolada no domingo (22), a entidade pede que a deputada exclua o conteúdo e publique, em até 24 horas, retratação com texto definido pela Justiça, mencionando as expressões utilizadas. A ONG também solicita multa de R$ 500 mil, com destinação ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça.
De acordo com dados da plataforma, a publicação alcançou 482 mil visualizações, recebeu 16 mil curtidas e gerou mais de 4 mil comentários.
No processo, assinado pela advogada Aída Laurete de Souza, a Matria sustenta que as declarações configuram ofensa à honra e à dignidade de mulheres e afirma que a liberdade de expressão não autoriza ataques ou humilhações no debate público.
Com informações do Metrópoles.
Hoje dei mais um passo na reparação da minha própria história e também na reparação da história de tantas mulheres que tiveram suas dignidades negadas.
— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) March 12, 2026
Porque não é apenas a questão trans que determina como uma mulher será tratada ou destratada
A raça, a classe, o CEP e tantas… pic.twitter.com/DK05PBqKXy