FISCALIZAÇÃO

Mais uma vez, recusa ao bafômetro é a infração nº 1 em Campinas

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação/PMC
Recusa ao teste lidera, pelo segundo mês consecutivo, infrações em operações integradas de trânsito realizadas pela EMDEC.
Recusa ao teste lidera, pelo segundo mês consecutivo, infrações em operações integradas de trânsito realizadas pela EMDEC.

recusa ao teste do bafômetro foi, pelo segundo mês consecutivo, a infração de trânsito mais registrada nas operações integradas de fiscalização realizadas em Campinas. As ações foram conduzidas pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) em parceria com a Guarda Municipal de Campinas e a Polícia Militar do Estado de São Paulo.

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Durante 27 operações realizadas em fevereiro, foram identificadas 670 condutas de risco. Entre elas, 86 motoristas se recusaram a realizar o teste com etilômetro, o que representa 12,83% do total de infrações registradas.

A maioria das autuações por recusa foi aplicada a veículos emplacados em Campinas — 47 casos, o equivalente a 54,6% das infrações desse tipo.

No total, foram realizadas 23 blitze convencionais e quatro Operações pela Vida, que têm foco no combate ao consumo de álcool associado à direção.

Quase 1,4 mil infrações em 2026

Somando as ações realizadas desde o início do ano, já foram 50 operações de fiscalização, com quase 1,4 mil condutas de risco identificadas. Desse total, 210 infrações (15%) foram registradas por recusa ao teste de alcoolemia.

De acordo com a legislação de trânsito, recusar o bafômetro ou dirigir sob efeito de álcool é infração gravíssima, com multa multiplicada por dez — R$ 2.934,70 — além de suspensão da habilitação por 12 meses.

Quando o teste indica teor alcoólico igual ou superior a 0,34 mg/L, o caso passa a ser considerado crime de trânsito, com pena de detenção de seis meses a três anos, além de multa e suspensão ou proibição de dirigir.

Raio-X das operações de fevereiro

Durante as fiscalizações realizadas no mês passado:

  • 1.984 veículos foram abordados (688 motos, 1.275 carros e 21 de outros tipos)
  • 670 infrações foram registradas (265 motocicletas, 402 carros e três outros veículos)
  • 3,2 mil testes de bafômetro foram realizados
  • 86 motoristas recusaram o teste e nenhum resultado positivo foi registrado
  • 153 veículos foram removidos ao Pátio Municipal, sendo 67 motos e 86 carros

Entre os casos identificados nas operações, uma motocicleta acumulava mais de R$ 223 mil em multas. Também foi abordado um automóvel com quase R$ 12 mil em débitos e autuado por transportar carga excessiva. Em outra situação, um motorista de aplicativo tinha R$ 8 mil em multas pendentes.

Segundo o presidente da Emdec, Vinicius Riverete, a fiscalização é fundamental para reduzir os riscos nas vias da cidade.

Todas essas situações demonstram a importância da fiscalização intensa e efetiva: quando retiramos das ruas veículos com um histórico tão extenso de condutas de risco ou evitamos que potenciais condutores embriagados sigam na direção, podemos estar salvando uma vida no trânsito e evitando tragédias”, afirmou.

Ranking das infrações

As dez infrações mais registradas nas operações somaram 466 autuações, quase 70% do total:

  1. Recusa ao teste de alcoolemia — 86 infrações (12,8%)
  2. Licenciamento irregular — 85 (12,7%)
  3. Pneu em mau estado (“careca”) — 68 (10,1%)
  4. Placa traseira sem iluminação — 51 (7,6%)
  5. Escapamento defeituoso ou sem silenciador — 38 (5,7%)
  6. Sistema de iluminação alterado — 37 (5,5%)
  7. Falta de equipamento obrigatório — 24 (3,6%)
  8. Condutor sem habilitação — 21 (3,1%)
  9. Condutor sem cinto de segurança — 21 (3,1%)
  10. Habilitação vencida há mais de 30 dias — 19 (2,8%)
  11. Transpor bloqueio policial ou blitz — 16 (2,4%)

Álcool foi principal causa de mortes

Dados da Emdec indicam que o álcool foi o fator de risco que mais provocou mortes no trânsito urbano de Campinas em 2025.

Entre 73 mortes registradas nas vias da cidade, 43 casos foram analisados. Em 15 deles (35%), a combinação de álcool e direção foi apontada como fator determinante, superando o excesso de velocidade.

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