A recusa ao teste do bafômetro foi, pelo segundo mês consecutivo, a infração de trânsito mais registrada nas operações integradas de fiscalização realizadas em Campinas. As ações foram conduzidas pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) em parceria com a Guarda Municipal de Campinas e a Polícia Militar do Estado de São Paulo.
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Durante 27 operações realizadas em fevereiro, foram identificadas 670 condutas de risco. Entre elas, 86 motoristas se recusaram a realizar o teste com etilômetro, o que representa 12,83% do total de infrações registradas.
A maioria das autuações por recusa foi aplicada a veículos emplacados em Campinas — 47 casos, o equivalente a 54,6% das infrações desse tipo.
No total, foram realizadas 23 blitze convencionais e quatro Operações pela Vida, que têm foco no combate ao consumo de álcool associado à direção.
Quase 1,4 mil infrações em 2026
Somando as ações realizadas desde o início do ano, já foram 50 operações de fiscalização, com quase 1,4 mil condutas de risco identificadas. Desse total, 210 infrações (15%) foram registradas por recusa ao teste de alcoolemia.
De acordo com a legislação de trânsito, recusar o bafômetro ou dirigir sob efeito de álcool é infração gravíssima, com multa multiplicada por dez — R$ 2.934,70 — além de suspensão da habilitação por 12 meses.
Quando o teste indica teor alcoólico igual ou superior a 0,34 mg/L, o caso passa a ser considerado crime de trânsito, com pena de detenção de seis meses a três anos, além de multa e suspensão ou proibição de dirigir.
Raio-X das operações de fevereiro
Durante as fiscalizações realizadas no mês passado:
- 1.984 veículos foram abordados (688 motos, 1.275 carros e 21 de outros tipos)
- 670 infrações foram registradas (265 motocicletas, 402 carros e três outros veículos)
- 3,2 mil testes de bafômetro foram realizados
- 86 motoristas recusaram o teste e nenhum resultado positivo foi registrado
- 153 veículos foram removidos ao Pátio Municipal, sendo 67 motos e 86 carros
Entre os casos identificados nas operações, uma motocicleta acumulava mais de R$ 223 mil em multas. Também foi abordado um automóvel com quase R$ 12 mil em débitos e autuado por transportar carga excessiva. Em outra situação, um motorista de aplicativo tinha R$ 8 mil em multas pendentes.
Segundo o presidente da Emdec, Vinicius Riverete, a fiscalização é fundamental para reduzir os riscos nas vias da cidade.
“Todas essas situações demonstram a importância da fiscalização intensa e efetiva: quando retiramos das ruas veículos com um histórico tão extenso de condutas de risco ou evitamos que potenciais condutores embriagados sigam na direção, podemos estar salvando uma vida no trânsito e evitando tragédias”, afirmou.
Ranking das infrações
As dez infrações mais registradas nas operações somaram 466 autuações, quase 70% do total:
- Recusa ao teste de alcoolemia — 86 infrações (12,8%)
- Licenciamento irregular — 85 (12,7%)
- Pneu em mau estado (“careca”) — 68 (10,1%)
- Placa traseira sem iluminação — 51 (7,6%)
- Escapamento defeituoso ou sem silenciador — 38 (5,7%)
- Sistema de iluminação alterado — 37 (5,5%)
- Falta de equipamento obrigatório — 24 (3,6%)
- Condutor sem habilitação — 21 (3,1%)
- Condutor sem cinto de segurança — 21 (3,1%)
- Habilitação vencida há mais de 30 dias — 19 (2,8%)
- Transpor bloqueio policial ou blitz — 16 (2,4%)
Álcool foi principal causa de mortes
Dados da Emdec indicam que o álcool foi o fator de risco que mais provocou mortes no trânsito urbano de Campinas em 2025.
Entre 73 mortes registradas nas vias da cidade, 43 casos foram analisados. Em 15 deles (35%), a combinação de álcool e direção foi apontada como fator determinante, superando o excesso de velocidade.