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Israel avança por terra no Líbano e conflito se intensifica

Por | da Rede Sampi
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Reprodução de vídeo/X
Uma fonte militar libanesa informou que o Exército do Líbano recuou de posições próximas à fronteira para preservar a segurança das tropas.
Uma fonte militar libanesa informou que o Exército do Líbano recuou de posições próximas à fronteira para preservar a segurança das tropas.

O Exército de Israel anunciou nesta terça-feira (3) uma incursão terrestre no sul do Líbano e afirmou que tropas estão atuando na região como parte de uma estratégia de “defesa avançada” na fronteira. A ofensiva ocorre em meio à ampliação do conflito regional envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

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Segundo os militares israelenses, as forças foram instruídas a avançar e assumir novas áreas consideradas estratégicas para impedir ataques contra comunidades no norte de Israel. Ao mesmo tempo, bombardeios atingiram novamente a capital libanesa, Beirute, pelo segundo dia consecutivo, inclusive bairros na região de Dahiyeh, reduto do Hezbollah.

Uma fonte militar libanesa informou que o Exército do Líbano recuou de posições próximas à fronteira para preservar a segurança das tropas diante da escalada. A agência estatal libanesa também relatou evacuação de postos avançados.

O Hezbollah declarou ter lançado drones contra a base aérea de Ramat David, no norte de Israel, afirmando que a ação foi uma resposta aos ataques israelenses em território libanês. Na segunda-feira, bombardeios israelenses deixaram ao menos 52 mortos e 154 feridos no Líbano, segundo a mídia estatal.

As forças israelenses emitiram ainda ordens de deslocamento forçado para dezenas de áreas no Líbano, provocando nova onda de retirada de civis. Escolas em Beirute foram fechadas para abrigar pessoas desalojadas.

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, declarou que a decisão do governo de proibir atividades militares do Hezbollah é definitiva e determinou que o grupo entregue suas armas ao Estado, reforçando que cabe apenas às autoridades libanesas decidir sobre guerra e paz. O Hezbollah contestou a medida.

Com informações do Al Jazeera

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