Um bombardeio israelense em Beirute matou o chefe do setor de inteligência do Hezbollah, Hussein Makled, segundo confirmou o Exército de Israel nesta segunda-feira (2). A ofensiva ocorreu após o grupo lançar foguetes e drones contra Israel, em reação à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, durante ataques conjuntos de Israel e Estados Unidos ao Irã.
De acordo com as Forças de Defesa de Israel (IDF), Makled era responsável por estruturar análises de inteligência sobre tropas israelenses e por colaborar com comandantes envolvidos no planejamento de ações contra o país.
Em resposta à escalada, o primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, anunciou que o governo proibirá atividades militares e de segurança do Hezbollah fora do controle do Estado e determinou que a organização entregue suas armas. Ele também ordenou que o Exército impeça novos lançamentos de foguetes ou drones a partir do território libanês.
O presidente Joseph Aoun reforçou que decisões sobre guerra e paz cabem exclusivamente ao Estado libanês. Apesar dos apelos, o Hezbollah avançou com o ataque — o primeiro desde o cessar-fogo firmado com mediação dos EUA em novembro de 2024.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o líder do Hezbollah, Naim Qassem, tornou-se alvo potencial. Já o porta-voz militar Effie Defrin declarou que dezenas de centros de comando e lançadores de foguetes foram atingidos e que novas ações devem ocorrer no sul do Líbano, onde há alertas de evacuação.
Autoridades libanesas abriram abrigos em escolas em Beirute, no sul e na região do Monte Líbano. Segundo o Ministério da Saúde, ao menos 31 pessoas morreram nos ataques israelenses desde a madrugada, sem distinção entre civis e integrantes do grupo.
Com informações do The Times of Israel