CONGESTIONAMENTO

Guerra trava Ormuz e 150 navios ficam parados no mar

Por | da Rede Sampi
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/ Associated Press/Youtube
Seguradoras marítimas começaram a cancelar a cobertura contra riscos de guerra no Golfo Pérsico e águas próximas.
Seguradoras marítimas começaram a cancelar a cobertura contra riscos de guerra no Golfo Pérsico e águas próximas.

A escalada do conflito envolvendo o Irã provocou um congestionamento de ao menos 150 embarcações no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. A navegação praticamente foi interrompida após ataques a navios na região, em meio às retaliações aos bombardeios dos Estados Unidos e de Israel.

Seguradoras marítimas começaram a cancelar a cobertura contra riscos de guerra no Golfo Pérsico e águas próximas, decisão que entra em vigor nos próximos dias. Entre as empresas que comunicaram a suspensão estão Gard, Skuld, NorthStandard, London P&I Club e American Club. O grupo japonês MS&AD também interrompeu a subscrição de apólices na área.

Pelo menos quatro petroleiros foram atingidos desde o início da crise. Um trabalhador morreu após danos ao navio químico Stena Imperative, de bandeira americana. Outro ataque matou um tripulante do petroleiro MKD VYOM, registrado nas Ilhas Marshall, na costa de Omã. O Hercules Star, com bandeira de Gibraltar, também foi atingido próximo aos Emirados Árabes Unidos, mas a tripulação está segura.

Dados de rastreamento marítimo indicam que petroleiros e navios de gás natural liquefeito aguardam em águas próximas a grandes produtores do Golfo, como Iraque, Arábia Saudita e Catar. O Irã afirmou ter fechado a navegação na área, levando governos e refinarias asiáticas a reavaliar estoques.

A tensão elevou os preços da energia. O Brent avançou mais de 8%, enquanto o gás natural na Europa disparou. No transporte marítimo, as tarifas para envio de petróleo do Oriente Médio à Ásia, já em alta desde o início do ano, devem subir ainda mais. A taxa de referência para a rota até a China se aproxima de US$ 12 milhões por viagem, segundo estimativas de mercado.

Analistas avaliam que, além da pressão sobre o Golfo, pode haver maior demanda por navios em rotas mais longas, como embarques dos Estados Unidos e da África Ocidental, ampliando os custos globais de frete.

Com informações da Reuters

Comentários

Comentários