NOVO TRANSPORTE

Licitação dos transportes de Campinas recebe 6 propostas na B3

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Cinco grupos entregam seis propostas na B3 para concessão do transporte coletivo de Campinas; contrato é estimado em R$ 11 bilhões.
Cinco grupos entregam seis propostas na B3 para concessão do transporte coletivo de Campinas; contrato é estimado em R$ 11 bilhões.

A licitação que vai definir o novo modelo do transporte coletivo de Campinas entrou em fase decisiva nesta quarta-feira (25), com a entrega dos envelopes na sede da B3, no centro da capital paulista. Ao todo, foram protocoladas seis propostas apresentadas por cinco grupos econômicos interessados na concessão.

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Participam do certame o Consórcio Andorinha, Consórcio Grande Campinas, Consórcio Mov Campinas, Consórcio VCP Mobilidade e a empresa Sancetur. Um dos grupos apresentou propostas para os dois lotes, o que elevou o número total de ofertas.

A entrega da documentação ocorreu entre 10h e 12h. Às 12h30 teve início a abertura do Envelope 1, contendo credenciais e garantias financeiras das proponentes. A sessão foi acompanhada por integrantes da comissão de licitação, representantes da Secretaria de Transportes, da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC), da Secretaria de Administração, da Procuradoria-Geral do Município e pela imprensa. A cerimônia foi transmitida ao vivo pela TV B3.

Dois lotes e disputa separada

O edital divide a operação em dois blocos:

  • Lote Norte: regiões Norte, Oeste e Noroeste
  • Lote Sul: regiões Leste, Sul e Sudoeste

Foram apresentadas três propostas para cada lote. A melhor oferta em cada um será declarada vencedora.

Próximas etapas

Os envelopes 2 e 3 permanecem lacrados em cofre da B3 e serão abertos no próximo dia 5 de março, às 14h. Nessa fase, serão conhecidos os valores ofertados pelas empresas.

Após a classificação, a vencedora deverá apresentar planilha atualizada e, em seguida, será aberto o terceiro envelope, com os documentos de habilitação jurídica, técnica e econômico-financeira. Não havendo impedimentos, o processo segue para homologação e assinatura do contrato.

O que está em jogo

O contrato de concessão terá duração de 15 anos, prorrogáveis, com valor estimado em R$ 11 bilhões ao longo do período.

O objeto inclui:

  • Operação do transporte coletivo convencional
  • Atendimento do PAI-Serviço (para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida)
  • Gestão dos terminais urbanos e das estações do BRT
  • Sistemas de bilhetagem eletrônica
  • Monitoramento e tecnologia embarcada

Estão previstos R$ 1,7 bilhão para renovação da frota — sendo quase R$ 900 milhões nos primeiros cinco anos e mais R$ 800 milhões nos dez anos seguintes. Outros R$ 1,9 bilhão devem ser aplicados em tecnologia e infraestrutura.

O prefeito Dário Saadi afirmou que a entrega das propostas representa avanço técnico e institucional após um processo que passou por ajustes apontados pelo Tribunal de Contas. "A entrega das propostas marca o avanço de um processo que foi construído com muito trabalho técnico, responsabilidade e transparência. Essa concessão vai permitir a renovação da frota, com ônibus novos, mais conforto, mais tecnologia e mais eficiência", disse.

A concorrência ocorre após adiamento para correções no cálculo do Fator de Utilização (FU), índice que impacta diretamente o custo operacional da planilha. A errata foi publicada no Diário Oficial, permitindo a retomada do cronograma.

Se não houver questionamentos ou impugnações judiciais, a expectativa é que a concessão saia do papel ainda neste semestre, iniciando uma nova fase para o sistema de transporte da cidade.

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