Veja dicas para passar o Carnaval sem infecções respiratórias
O deslocamento das pessoas e as aglomerações durante o Carnaval podem facilitar a circulação e a disseminação de vírus respiratórios.
Segundo Evaldo Stanislau de Araújo, infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, é importante manter a vacinação contra a gripe -disponível no SUS (Sistema Único de Saúde) para todos os brasileiros acima de seis meses-- e a Covid em dia. A vacina evita o agravamento do quadro, as internações e mortes.
Gestantes a partir da 28ª semana de gravidez também podem receber o imunizante contra o VSR (vírus sincicial respiratório), responsável por 80% dos casos de bronquiolite e 60% de pneumonias em crianças menores de dois anos. A proteção é estendida aos bebês.
"Vacine-se mesmo que a vacina da gripe disponível ainda esteja desatualizada. Vale a pena fazer um reforço para que você esteja um pouco mais protegido de eventuais novas cepas virais que possam circular", diz o infectologista.
"Estamos numa época de grande fluxo de turistas, inclusive do Hemisfério Norte -onde agora é inverno. Eles poderão trazer vírus respiratórios diferentes daqueles que circulam aqui."
A recomendação para quem estiver com sintomas gripais é que não vá aos festejos de Carnaval. Para não passar o vírus adiante, fuja de ambientes fechados e com aglomeração. Não compartilhe utensílios e nem beba no mesmo recipiente para evitar contato de outra pessoa com a secreção.
Quem passa o Carnaval em família e em condições sociais mais habituais, além de seguir essas orientações, use máscara no caso de sintoma respiratório.
Outra medida fundamental é lavar as mãos corretamente com água e sabão, que ajuda a prevenir a transmissão de doenças infecciosas.
Neste ano, até 7 de fevereiro, o país registrou 6.168 casos de hospitalizações por Srag (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e 242 mortes.
De acordo com o informe Vigilância das Síngromes Gripais do Ministério da Saúde, no período, apenas três estados do Norte do Brasil estavam em alerta para o crescimento de Srag -Acre, Amazonas e Roraima.
A região se encontra no inverno amazônico -de meados de novembro a maio- quando há maior circulação e transmissão viral. Em 2023, o Ministério da Saúde mudou o calendário de vacinação contra o vírus influenza, causador da gripe, nos estados do Norte. Por lá, a campanha terminará em 28 de fevereiro.
O boletim também indica o início do ciclo de aumento da Covid no país, com alta nos registros no Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Em 2026, até 8 de fevereiro, foram notificados 18.158 casos de síndrome gripal por Covid.
O Ministério da Saúde recomenda o uso de máscaras PFF2 ou N95 por profissionais em ambientes assistenciais e de saúde, pessoas com quadro sintomáticos respiratórios e as que frequentam locais de aglomeração e/ou fechados.