ATAQUE NA VENEZUELA

Tarcísio cita eleição no Brasil, governadores de direita vibram

Por Catarina Scortecci e Aléxia Sousa | da Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução/Redes Sociais
Estados Unidos atacaram a Venezuela na madrugada deste sábado
Estados Unidos atacaram a Venezuela na madrugada deste sábado

A ação do Governo dos EUA na Venezuela neste sábado (3), com a captura de Nicolás Maduro, foi comemorada no Brasil por governadores de direita, como os presidenciáveis Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ratinho Junior (PSD), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Romeu Zema (Novo).

Todos esses são fieis apoiadores de Jair Bolsonaro, ex-presidente condenado e preso por ter liderado uma tentativa de golpe após a derrota nas eleições de 2022.

Tarcísio, por exemplo, enalteceu a ação americana liderada por Donald Trump, criticou Maduro e citou a chance de derrota da esquerda nas eleições brasileiras de outubro, quando o presidente (PT) deve disputar a reeleição em busca de um quarto mandato no governo federal.

"Uma ditadura não cai da noite para o dia. Ela corrói as instituições por dentro, pouco a pouco, e quem paga o preço mais alto é sempre a população. Que a prisão do ditador Maduro seja o primeiro passo no caminho da liberdade para a Venezuela."

O governador de SP lembrou que Lula já chamou o ditador Maduro de "companheiro" e disse que a "Venezuela agora está vencendo a esquerda e que, no final do ano, o Brasil também vença".

Após Bolsonaro ter indicado o filho Flávio como pré-candidato ao Planalto, Tarcísio tem repetido que sua prioridade é a disputa pela reeleição ao Governo de São Paulo. Para isso, pode seguir no cargo ?se quiser disputar a Presidência, por lei, terá de renunciar ao Palácio dos Bandeirantes até o começo de abril.

Em uma rede social, o governador do Paraná afirmou que a população do país vizinho "estava sendo oprimida há décadas por tiranos antidemocráticos" e parabenizou Trump "pela brilhante decisão de libertar o povo da Venezuela".

"Viva a liberdade! Viva a democracia! Viva a Venezuela!", escreveu Ratinho, que já assumiu disposição em concorrer ao Planalto em outubro, embora o PSD ainda não tenha decidido se irá ou não lançar candidato próprio.

Outro governador do PSD que tem interesse na Presidência, Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) se manifestou de forma diferente em relação ao correligionário.

Disse que "o regime ditatorial de Maduro é inadmissível", mas condenou a violência usada pelos EUA e afirmou que está preocupado "com a escalada de tensão em nossa região".

"O regime ditatorial de Maduro viola direitos humanos, sufoca liberdades e impõe sofrimento ao povo venezuelano. No entanto, a violência exercida por uma nação estrangeira contra outra soberana, à margem dos princípios básicos do direito internacional, em especial o de não intervenção, é igualmente inaceitável", escreveu o gaúcho.

"Os princípios diplomáticos devem prevalecer, com diálogo e respeito à soberania das nações para resolver conflitos. Nossa América Latina precisa de paz e cooperação, não de intervenções armadas. Minha solidariedade ao povo venezuelano neste momento difícil", continuou Leite.

Também do campo da direita, Caiado afirmou que "este 3 de janeiro entre para a história como o dia da libertação do povo venezuelano, oprimido há mais de 20 anos pela narcoditadura chavista". "Que a democracia, a liberdade e a prosperidade se instalem no país", disse o governador de Goiás.

Governador de Minas Gerais, Zema disse torcer para que a queda de Maduro "sirva para que o povo venezuelano finalmente reencontre paz, estabilidade e o caminho do desenvolvimento".

"O chavismo isolou a Venezuela do mundo, destruiu a economia, expulsou milhões do próprio país e mostrou os efeitos trágicos de regimes autoritários. Que a Venezuela possa se abrir novamente, com LIBERDADE, RESPONSABILIDADE, DEMOCRACIA e OPORTUNIDADES reais para sua população reconstruir a própria história", afirmou o chefe mineiro.

Cláudio Castro (PL), outro governador de direita que comemorou o episódio, escreveu "o povo da Venezuela tem motivos para comemorar a ação do presidente Trump", pois "se libertou da tirania".

"Maduro é um ditador que viola direitos humanos, persegue e silencia opositores. Não respeita os valores democráticos, tão caros a todos nós! A liberdade deve ser o bem maior a orientar as ações dos governos na América Latina. Devemos fortalecer a luta contra o narcoterrorismo que assola o continente", afirmou.

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