O Banco Master, colocado em liquidação extrajudicial pelo Banco Central nesta semana, está no centro de negociações envolvendo fundos investigados na Operação Carbono Oculto, que apura lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio no setor de combustíveis. Documentos divulgados pelas gestoras citadas na investigação mostram que títulos do banco foram adquiridos por um dos fundos sob escrutínio, reforçando a conexão financeira entre as partes.
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Segundo comunicado da Reag Investimentos, divulgado ao mercado após a operação, o fundo Hans 95 comprou CDBs emitidos pelo Banco Master. A gestora afirmou que as transações seguiram o padrão de investimentos do fundo e ocorreram dentro das regras do mercado financeiro. A empresa também destacou que administra centenas de fundos autorizados pela CVM e que o patrimônio dessas carteiras não se confunde com o da companhia.
Outra gestora citada na investigação, a Trustee DTVM, atuava como administradora de fundos do Master Asset Management. A empresa afirmou que renunciou à administração das carteiras suspeitas antes mesmo da operação policial, alegando falhas cadastrais encontradas previamente.
A Operação Carbono Oculto mira um grupo criminoso acusado de movimentar bilhões por meio de fintechs e fundos de investimento. Informações da Receita Federal apontam que a organização chegou a controlar cerca de 40 fundos, somando patrimônio estimado em R$ 30 bilhões.
Na terça-feira (18), o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master, justificando “grave crise de liquidez” e “violações relevantes” às normas do sistema financeiro.
*Com informações da CNN