MANDADA PARA CASA

Hospital confunde dores de infarto com gases e paciente morre

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/People
Paula procurou o pronto-socorro em março de 2024, após dificuldade para respirar e dor intensa.
Paula procurou o pronto-socorro em março de 2024, após dificuldade para respirar e dor intensa.

A enfermeira Paula Ivers, de 47 anos, morreu três dias depois de procurar um hospital relatando dor no peito “esmagadora”, classificada por ela como pior que o parto. Mesmo assim, foi liberada no mesmo dia com diagnóstico de indigestão.

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Ivers, que atuou por mais de 24 anos na pediatria, procurou o pronto-socorro em março de 2024, em Greater Manchester, Inglaterra, após dificuldade para respirar e dor intensa. Exames iniciais foram feitos, mas um escaneamento detalhado não foi solicitado. Horas depois, ela recebeu alta com indicação de refluxo gastroesofágico.

Três dias mais tarde, sua filha de nove anos a encontrou caída no quarto. A autópsia apontou que Paula morreu por dissecção da aorta - uma emergência grave em que a principal artéria do corpo se rompe internamente.

Durante inquérito realizado nessa segunda (17), foi revelado que o eletrocardiograma de Paula apresentou alteração, mas foi considerada de “baixo risco” pelo médico responsável, que admitiu em depoimento que deveria tê-la internado imediatamente.

A família acusa o hospital de falha no atendimento. O companheiro de Paula afirmou que ela dizia sentir “dor 8 ou 9 de 10”, enquanto a irmã, também enfermeira, declarou que a vítima foi “deixada na mão pelo sistema que sempre defendeu”.

O inquérito foi adiado para junho de 2026, por falta de pessoal em meio à greve de médicos no Reino Unido. O hospital lamentou o ocorrido e afirmou que aguardará a conclusão oficial para se manifestar.

*Com informações da People

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