Saúde

Família acusa hospital de negligência após morte de menina de um ano em São José

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Maria Eduarda
Maria Eduarda

Atualizado às 19h24

A família de uma menina de um ano que faleceu no Hospital de Clínicas Sul, em São José dos Campos, nesta quarta-feira (29), acusa a equipe médica de negligência. De acordo com os pais da bebê, Maria Eduarda teria passado mal depois de tomar uma medicação antes de ser examinada pela equipe de plantão. A médica responsável foi afastada.

Após a medicação, a menina teria começado a passar mal e tentaram reanimá-la antes de ser encaminhada para a ambulância em que seria transferida para o Hospital da Vila Industrial. Os pais teriam sido impedidos de acompanhá-la, e, no dia seguinte, foram informados de que ela havia falecido de parada cardiorespiratória. 

"Ao mesmo tempo que tiravam o sangue dela para fazer o exame, aplicaram a medicação", conta Michele Vanessa dos Santos. Logo depois, a menina começou a passar mal. "Tentaram reanimá-la e encaminharam ela para a ambulância", completa. Ela e o marido, no entanto, não puderam acompanhar a filha no translado para o Hospital Municipal da Vila Industrial.

HISTÓRICO.

No sábado (23), a criança foi levada pela primeira vez com um quadro defebre ao Hospital de Retaguarda da Vila Industrial. Lá, ela foi medicada e mandada para casa, sem a realização de nenhum exame. Na terça-feira (26) um quadro de aparente gripe piorou e a menina foi levada novamente ao Hospital. Após ser examinada, ela foi liberada com suspeita de dengue, contudo, novamente, nenhum exame foi feito.

Os pais levaram a menina até o Hospital de Clínicas Sul na quarta-feira (27), onde ela foi medicada com um anti-inflamatório indicado para problemas respiratórios, que não é indicado para quadros de dengue.

A menina começou a passar mal e tentaram reanimá-la. A bebê foi encaminhada para a ambulância para ser transferida para o Hospital da Vila Industrial, contudo, os pais foram impedidos de acompanhá-la. Na quinta-feira (28), foram informados de que a menina havia falecido de parada cardiorespiratória.

"Sinto que ela já estava morta ao sair daquela ambulância", comenta Michele. De acordo com a mãe, a menina era saudável e não apresentava nenhum problema respiratório. Michele afirma que está tendo um auxílio de advogado, que solicitou os exames e o receituário da criança. "Só quero que seja feita justiça por ela", ressalta a mãe.

A Prefeitura de São José dos Campos informou por meio de nota que a criança deu entrada no HCS (Hospital de Clínicas Sul) com quadro suspeito de bronquiolite. "Apesar de todos os cuidados da equipe médica evoluiu para um quadro agudo de broncoespasmo, seguido de PCR (Parada Cardio Respiratória), quando foram feitas manobras de ressuscitação, revertendo o quadro e possibilitando a transferência para a UTI pediátrica do Hospital Municipal".

Confira a nota completa: 

"A criança deu entrada no HCS (Hospital de Clínicas Sul) com quadro suspeito de bronquiolite e apesar de todos os cuidados da equipe médica evoluiu para um quadro agudo de broncoespasmo, seguido de PCR (Parada Cardio Respiratória), quando foram feitas manobras de ressuscitação, revertendo o quadro e possibilitando a transferência para a UTI pediátrica do Hospital Municipal. No caminho para o HM, a criança apresentou nova PCR e chegou quase sem vida ao hospital, onde as equipes atuaram de forma árdua por cerca de 30 minutos para reverter o quadro, mas infelizmente sem sucesso. 
Imediatamente após o ocorrido, o HMTJ (Hospital Maria Terezinha de Jesus), gestor do HCS, abriu uma sindicância interna e afastou a médica, procedimento padrão realizado com profissionais envolvidos em casos que estão sob sindicância. 
Todos os óbitos são acompanhados pelo Comitê de Mortalidade e a abertura de sindicância faz parte dos procedimentos de auditoria principalmente em casos como este, de evolução muito rápida no estado de saúde do paciente com desfecho negativo.
A Secretaria de Saúde, através de sua auditoria, está acompanhando os trabalhos de apuração do caso.
As equipes médicas que atuaram no atendimento lamentam profundamente a perda da criança e se solidarizam com a família."

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