A tensão entre Rússia e Estados Unidos voltou a crescer depois que Vladimir Putin e Donald Trump retomaram discursos e ações típicas da era da Guerra Fria, marcada pela corrida armamentista: o presidente russo prometeu reforçar o arsenal nuclear e retomar testes de mísseis, enquanto Trump anunciou a intenção de ampliar o orçamento militar e rever acordos de defesa com aliados.
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As decisões coincidem com o agravamento das tensões entre Rússia e Estados Unidos, que voltaram a trocar críticas sobre a influência geopolítica no Leste Europeu e na Ásia. Analistas avaliam que a postura de ambos pode marcar o início de um novo período de rivalidade aberta entre as potências.
Putin comemorou o sucesso de um teste do Poseidon, drone submarino movido a energia nuclear capaz de gerar tsunamis radioativos e atingir cidades costeiras inimigas inteiras. Ele chamou o equipamento de “sucesso tremendo” e disse que a arma “não tem comparação no mundo”.
Pouco depois, Trump determinou o retorno dos testes nucleares nos Estados Unidos, algo que não ocorria desde 1992. O republicano afirmou que a decisão responde diretamente aos avanços da Rússia e da China na modernização de seus arsenais.
O acordo mais recente entre as potências, o New START, que limita o número de ogivas, expira em 2026 e pode não ser renovado.
Putin já deixou claro que não vê motivos para prorrogar o tratado se os EUA fizerem o mesmo.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, voltou a pressionar Washington pelo envio de mísseis Tomahawk para conter avanços russos. Trump chegou a negociar o envio, mas recuou após telefonema de Putin. Ainda assim, as tratativas continuam, segundo a imprensa internacional.
Putin reagiu afirmando que qualquer ataque com os Tomahawk teria “resposta avassaladora” da Rússia.
*Com informações da Reuters