ESPÍRITO SANTO

Com 33 servidores contaminados, hospital fecha centro cirúrgico

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/Hospital Santa Rita
Seis ainda continuam internadas em hospitais da região metropolitana de Vitória.
Seis ainda continuam internadas em hospitais da região metropolitana de Vitória.

Um dos centros cirúrgicos do Hospital Santa Rita, em Vitória (ES), foi fechado temporariamente nesta segunda-feira (27) em meio à apuração sobre a origem de uma contaminação que atingiu ao menos 33 funcionários.

Relembre o caso: Equipe de hospital é internada por suspeita de contaminação no ES

Após a alta de duas pessoas no domingo (26), outras seis ainda continuam internadas em hospitais da região metropolitana de Vitória, sendo três em UTI. A Secretaria da Saúde do Espírito Santo e o hospital também monitoram 12 acompanhantes de pacientes que notificaram sintomas semelhantes.

A coordenadora de controle de infecções do Hospital Santa Rita, Carolina Salume, afirmou entrevista nesta segunda-feira que a contaminação não ocorre entre pessoas e que não há risco para quem frequenta o hospital ou para a população que vive nas proximidades do hospital.

"O problema ficou restrito à ala de internação onde o surto foi identificado, que, por precaução, está interditada, assim como um centro cirúrgico", disse.

"Estamos testando para quase 300 patógenos diferentes", disse o secretário estadual de Saúde, Tyago Hoffmann.

Testes para outros tipos de vírus, bactérias e fungos estão sendo feitos na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, e no Lacen-ES (Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo).

O coordenador-geral do Lacen-ES, Rodrigo Ribeiro, disse no sábado que a hipótese de contaminação viral estava "praticamente descartada" e que as principais suspeitas envolvem contaminação por bactéria ou fungo.

A hipótese foi reforçada na segunda-feira por Hoffmann, que confirmou que testes para Covid-19 e influenza apontaram resultados negativos.

As vítimas da contaminação apresentaram sintomas como febre, dor no corpo e falta de ar.

Conforme o secretário, há suspeita de que o patógeno tenha se espalhado por meio de aparelhos de ar-condicionado ou pela água.

Amostras dos aparelhos e da água estão sob perícia do Lacen, que também analisa roupas de cama e superfícies do local.

Os testes devem ser realizados até o fim da semana. "Não significa que teremos, mas podemos ter a identificação do agente causador desse surto", disse Hoffmann.

Segundo o secretário, não há registro de novos casos do surto desde quarta-feira (22).

Uma nota técnica foi enviada no domingo (26) para todos os municípios do estado com orientações sobre o surto.

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