A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou nesta terça-feira (30) a ampliação do fundo eleitoral para R$ 4,9 bilhões em 2026, valor que supera em quase cinco vezes a proposta inicial do governo Lula, de R$ 1 bilhão.
Leia mais: Fux mantém número de deputados nas eleições de 2026
O relator do Orçamento, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), terá de cortar recursos de investimentos e emendas parlamentares para garantir o montante. Só das emendas de bancada sairão R$ 2,9 bilhões, enquanto outros R$ 1 bilhão virão das chamadas despesas discricionárias, usadas pelo Executivo para definir prioridades.
O fundo eleitoral, que financia campanhas com dinheiro público, iguala o recorde já registrado em 2022 e 2024. Em parecer, Bulhões defendeu que a medida “corrige o equívoco do Executivo” e mantém o patamar das últimas eleições.
A proposta final do Orçamento ainda precisa passar pelo Congresso e depois ser sancionada por Lula. O texto do governo prevê também salário mínimo de R$ 1.631 em 2026, superávit fiscal de R$ 34,3 bilhões e R$ 85,5 bilhões em investimentos.