A Polícia Rodoviária Federal (PRF) deu início, nesta sexta-feira (1), à Operação Nacional de Segurança Viária. O objetivo é reduzir o número de acidentes nas rodovias federais. Para isso, a PRF promete intensificar as ações com foco na segurança viária em todo o país, ao longo de todo este ano.
A operação nacional foi lançada oficialmente na manhã de hoje, em São Luís, durante cerimônia na Assembleia Legislativa do Maranhão. O evento contou com a presença do diretor-geral da PRF, Fernando Oliveira, de parlamentares e representantes de órgãos de segurança federais e estaduais.
Segundo a PRF, o reforço das ações de segurança viária em trechos críticos das estradas e rodovias federais foi decidido em decorrência dos resultados da Operação Rodovida 23/24, realizada entre 18 de dezembro de 2023 e 18 de fevereiro deste ano.
Além de ampliar o efetivo nos trechos da malha viária federal considerados críticos, a PRF planeja dar prioridade às atividades integradas – tanto as realizadas pelas superintendências estaduais, quanto as executadas com outros órgãos públicos que atuam na segurança viária. A operação nacional também abrangerá ainda ações pontuais, realizadas em períodos de grande movimento, como feriados, datas festivas e períodos de férias escolares.
Pouco antes de participar da cerimônia de lançamento da Operação Nacional de Segurança Viária, o diretor-geral da PRF foi entrevistado pelo jornalista Ronald Segundo, no programa Diário da Manhã, da Rádio Assembleia. Oliveira informou que já pediu aos ministérios da Gestão e da Inovação em Serviço Públicos e da Justiça e Segurança Pública autorização para realizar novas contratações, inclusive de aprovados no último concurso público feio pelo órgão.
“Este desejo de [parte da população] perceber a PRF [presente] em todos os municípios também é um desejo nosso. Agora, é aquela questão: [avaliar as] necessidades e as possibilidades. Entendemos isso, mas estamos requerendo ao governo […], aos ministros, para que, este ano, consigamos fazer o chamamento [convocação] para formar uma nova turma [a partir] do excedente que ainda temos. Isso possibilitará aumentarmos o quantitativo da PRF e reforçar o policiamento nas rodovias”, comentou Oliveira, reconhecendo que, apesar dos esforços, o Brasil ainda convive com números muito altos de acidentes de trânsito.
“Mas, por mais que a gente se esforce, não vamos conseguir fiscalizar todo o trecho, 24 horas por dia. Fazemos a presença no trecho, mas em locais pontuais. Passou da fiscalização, a responsabilidade no trânsito é do condutor. Por isso, a PRF faz um esforço muito grande no trabalho de educação e conscientização no trânsito”, acrescentou o diretor-geral antes de admitir que a PRF tem que “incrementar” sua atuação nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. “Entendo que a PRF é um órgão nacional e, desta forma, nossa presença tem que ser [proporcionalmente] semelhante em qualquer estado, em qualquer região, do país.”
Comentários
2 Comentários
-
Tati 2 02/03/2024Minhas observações são pq há mais de 20 anos eu rasgo o Brasil pela 153, BR 040, BR 050, BR 020. Só que com a duplicação nos trechos entre Minas e Goias, foi visível perceber uma redução de acidentes em épocas festivas, pois em uma viagem, eu via pelo menos uns 6 acidentes com carros capotados no meio do nada. Agora, com os serviços de pedágios nas rodovias, eles não ficam muito tempo até a polícia chegar. Pode ser tb, que isso nos dê uma falsa ideia que não estejam ocorrendo acidentes, pq não dá tempo de vermos. É uma outra opção. Já vi acidentes muito feios ocorrem na minha frente e não desejo a ninguém aquele tipo de coisa... é muito triste. -
Tati 02/03/2024Nosso povo não tem a cultura de colaboração no trânsito e tb tem que concorrer com caminhões pesadíssimos que estragam as estradas e são difíceis de serem ultrapassados e às vezes, a lentidão deles se torna um perigo pra quem se aproxima deles, pois muitos não possuem sinalização traseira visível . Sem contar, que ainda contamos com estradas mal sinalizadas que provocam confusão na cabeça do condutor. Outro fator que vejo, são os motoristas bebados, que não tem consciência mesmo com as leis, proibindo o álcool zero, e pessoas que gostam de aventura no trânsito como se estivessem jogando um videogame. Outro problema é que o Brasil é um país muito grande em extensão territorial e só temos as estradas e o aéreo como meios de transporte. Precisamos de trens de alta velocidade e bondinhos nas cidades.