Polícia faz reconstituição de assassinato


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O 2º Distrito Policial, em conjunto com o Instituto de Criminalística (IC) de Jundiaí, realizou, na tarde de ontem, a reconstituição do assassinato de José Alves Carneiro, 59 anos, ocorrido no dia 12 do mês passado, na Vila Lacerda. Carneiro foi queimado vivo, segundo revelaram as investigações, com base na existência de fuligem nos pulmões e queimadura de órgãos internos.

Vagner Fiorese, 34 anos e dono de uma ficha criminal que inclui roubos e furtos, e Janaína Gomes Avelino, 22, com passagem pela polícia por furto, confessaram o crime e tiveram a prisão temporária requerida pelo delegado Luiz Carlos Duarte, titular do 2º DP, que os indiciou por latrocínio (roubo seguido de morte).

Ontem, ambos, que mantinham um relacionamento e moravam na rua, mostraram como participaram da morte da vítima, percorrendo todos os pontos em que estiveram no dia do assassinato, incluindo um terreno baldio, ao lado do Rio Jundiaí, onde Carneiro foi agredido, queimado vivo e teve o dinheiro roubado.

Entenda o caso - Fiorese confirmou, ontem, o que já havia relatado em depoimento no dia de sua prisão. Ele afirmou ter visto Janaína caminhando com Carneiro em direção ao terreno baldio e decidiu segui-los, surpreendo-os no início de um ato sexual. “Ele que veio pra cima de mim. Eu me defendi”, disse o acusado à reportagem do Jornal de Jundiaí Regional.

Durante a reprodução simulada dos fatos, Fiorese mostrou ainda como derrubou a vítima no chão, com um golpe de estrangulamento, e depois atingiu seu rosto com cotoveladas, deixando-a desacordada. Em seguida, apontou o mato em que colocou fogo, resultando na morte de Carneiro.

Junto com Janaína, o acusado deu detalhes de como pegou a carteira da vítima, retirou o dinheiro e jogou o restante fora no rio, passando para o outro lado com a mulher, com a qual pegou um ônibus e deixou a cidade - ambos foram presos pelo 2º DP no dia 24 de junho, em Sorocaba.

Para o delegado Duarte, no entanto, Carneiro foi vítima de uma emboscada, uma vez que o casal sabia que ele costumava carregar dinheiro. Por esse motivo, Janaína teria feito um convite para um programa sexual e o levado ao local onde foi morto. 

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