As lutas e as conquistas de quem passou pelo câncer. E venceu


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Só o nome já dá um calafrio em quem ouve. O câncer, todos sabem, não é doença das mais simples. Quem é diagnosticado desenvolve a consciência de que terá uma boa luta pela frente. Graças aos avanços da medicina e do diagnóstico precoce, no entanto, as chances de vitória são cada vez maiores.

Em Jundiaí, crianças e jovens que recebem o diagnóstico contam com o apoio e atendimento especializado do Grupo em Defesa da Criança com Câncer - Grendacc. Por lá já passaram mais de 38 mil pacientes nos 19 anos de atendimento. Parte deles, de alguma forma, retribui o carinho e a oportunidade de continuar a viver ajudando os novos pacientes. 

Uma das primeiras pacientes do Grendacc foi Ana Raquel Merighi Damasceno, 31 anos. Hoje curada do Linfoma de Hodking - uma espécie de câncer no sistema linfático -, trabalha como jornalista em uma emissora de televisão da região. Descobriu que estava doente em 1998, prestes a completar 16 anos. Fazia tratamento contra uma infecção óssea no joelho, na base de antibióticos fortes, quando surgiu uma íngua no pescoço.

Após consulta e exames, foi encaminhada ao ortopedista que acompanhava o tratamento. “Na consulta, estava tudo ótimo com o joelho, então entregamos os exames e a cara dele não foi nada boa... Saiu da sala e retornou em cinco minutos dizendo: ‘vocês têm uma consulta agora com uma médica amiga minha.

Ela está esperando por vocês nesse endereço’. Nunca vou me esquecer da cara dos meus pais e da minha mãe chorando quando chegamos ao endereço onde se lia: Clínica de Oncologia Infantil... Eu, muito ingênua, não me liguei no significado da palavra oncologia, lembro bem que ao entrarmos tinha uma moça (da minha idade) carequinha com um boné na recepção e eu comentei com a minha mãe: ‘Tadinha, mãe, ela deve ter câncer né?’.” Mal sabia que ela também receberia o mesmo diagnóstico e enfrentaria os mesmos desafios.

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