Um mês depois que um bando armado invadiu a fábrica da Samsung em Campinas (SP), rendeu uma centena de funcionários e fugiu levando sete carretas carregadas com produtos eletrônicos de alto valor, o crime continua um mistério. Até a tarde desta quinta-feira 7, nenhum dos autores do assalto tinha sido preso, nem a carga, ou parte dela, tinha sido recuperada. A polícia vem mantendo sigilo sobre o caso, com o pretexto de preservar as investigações.
O delegado Luís Segantin, do Departamento de Polícia Judiciária do Estado de São Paulo (Deinter 2 - Campinas), admitiu nesta quinta que os policiais que trabalham no caso se sentem pressionados a apresentar uma solução, mas nada pode ser divulgado. Ele repetiu o que a polícia vem dizendo desde a semana seguinte ao roubo: que as investigações estão avançadas, mas que não pode dar detalhes. "Qualquer coisa que anteciparmos sobre o trabalho policial pode favorecer os criminosos", afirmou.
De concreto, a polícia tem as imagens de onze possíveis assaltantes captadas pelas câmeras do sistema de segurança da fábrica, já que eles não cobriram os rostos. A qualidade das imagens foi melhorada em sistemas de edição, mas apenas três teriam sido identificados. A polícia continua à caça dos homens. No roubo, 34,6 mil itens entre tablets, smartphones e notebooks, foram levados, causando à Samsung um prejuízo de cerca de R$ 20 milhões.